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Região mais rica em água do planeta enfrenta risco crítico de escassez até 2040, aponta estudo
Mesmo em uma região de abundância hídrica, Manaus pode enfrentar risco crítico de escassez até 2040. Entre os motivos, está o agravamento da estiagem como efeito da mudança climática, associado ao aumento de consumo projetado para o consumo humano e principalmente para o setor industrial. Reduzir o uso indiscriminado de sistemas individuais de abastecimento e ampliar a adesão do setor industrial de Manaus ao sistema público de abastecimento são caminhos apontados pelo Instituto Trata Brasil.
Alimentar-se bem exige tempo, e o tempo das mulheres – a quem geralmente é atribuído o papel de cozinhar em sociedades patriarcais e machistas – precisa ser protegido por políticas sociais robustas, diz Emiliano Graziano, do Instituto Fome Zero. Em vez de se recorrer a alimentos ultraprocessados, de preparo rápido mas com excesso de aditivos, ele defende coletivizar o cuidado com a alimentação e adotar políticas públicas estruturantes, entre elas expandir e fortalecer cozinhas comunitárias, restaurantes populares e equipamentos de apoio nas periferias.
Diferentes países e regiões adotaram restrições porque identificaram conflitos entre essa atividade e a proteção da água, da agricultura, da biodiversidade e da saúde. O debate brasileiro não deveria ser apresentado como uma oposição simplista entre “desenvolvimento” e “ambientalismo”. Trata-se de decidir qual modelo de desenvolvimento territorial será priorizado.
Custo da inação climática pode superar investimentos necessários para transição ecológica
Segundo “Cenários e custos da transição ecológica no Brasil – As interdependências entre a transição energética e a transição agroalimentar e os riscos de um neoextrativismo verde’, pesquisa lançada pelo Cebrap e ClimaInfo, adiar uma transição nos setores agroalimentar e energético implica em mais custos biofísicos, econômicos, sociais e fiscais do que implementá-la. O estudo também alerta para o risco de o Brasil avançar na descarbonização, mas reproduzir uma lógica de “neoextrativismo verde”, mantendo a dependência da exportação de produtos primários de baixo carbono.
Criada pelo Instituto CERTI Amazônia, a plataforma de inovacão aberta Loopi busca aproximar empresas, startups, pesquisadores e instituições para transformar demandas estratégicas em oportunidades de inovação.
Projeções indicam que a pecuária brasileira tem potencial para reduzir em até 28% suas emissões em 2035 em relação a 2020 com medidas de manejo, tecnologias e boas práticas. Mas a implementação em escala depende de políticas públicas, pesquisa, monitoramento, assistência técnica e extensão rural, além de linhas de crédito compatíveis com a diversidade e a capacidade de investimento dos produtores de diferentes portes.