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Não basta reduzir impactos socioambientais negativos. O desafio contemporâneo é restaurar sistemas sociais e ambientais em um mundo que segue estruturado para enxergar desenvolvimento apenas na cifra do PIB. Há uma palavra que deixou de ser tendência e virou princípio: regeneração.
Estudo brasileiro cria modelos inéditos para estimar carbono em florestas plantadas
Já aplicada nos inventários corporativos da Bracell, metodologia publicada na revista Global Change Biology reduz erro nas medições em até 60%, ao desenvolver equações específicas que aprimoram as estimativas de carbono estocado em plantações de eucalipto e pinus no Brasil. O estudo traz uma abordagem baseada em ciência de campo: equações específicas são aplicadas a cada árvore, com base em variáveis reais
Relatório aponta enfraquecimento da circulação marítima causado pela mudança climática
Estudo do Conselho Nórdico de Ministros alerta que o aquecimento global vem enfraquendo a AMOC e que o seu colapso promoveria um congelamento severo dos países nórdicos, do Reino Unido e da Irlanda, além de efeitos globais como secas no Sahel, no Norte da Amazônia e na Índia. Isso colocaria em xeque a estratégia de países como Estados Unidos de explorar as riquezas minerais no Ártico e de abrir novas rotas de navegação.
Em tempos de IA, organizações dependem da inteligência coletiva de boas conversas
A IA continuará evoluindo. Mas a capacidade humana de conversar, interpretar e construir sentido em conjunto continuará sendo o elemento que transforma tecnologia em impacto real. A tecnologia escala eficiência; conversas escalonam inteligência coletiva. É no encontro entre as duas que reside o verdadeiro potencial de inovação.
Houve avanços significativos, mas ainda há muito a ser feito, especialmente no contexto da crise climática. Cerca de 60% do território brasileiro foi atingido por secas entre 2023 e 2024. As eleições de 2026 representam uma oportunidade decisiva para reafirmar o valor do modelo participativo e exigir das candidaturas o compromisso com uma política de Estado para a água.
O que antes era visto somente como tema ambiental passou a integrar o centro da análise econômica e estratégica das organizações. Esse movimento ganhou forma concreta com a criação das normas internacionais IFRS S1 e IFRS S2, que exigirão em 2027 o reporte sobre sustentabilidade e clima. O impacto vai além das grandes companhias de capital aberto, pois boa parte das informações será cobrada de suas empresas fornecedoras, exigindo preparação.
