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As infâncias na ação climática global
Crianças não podem ser apenas mencionadas nas políticas climáticas. Elas precisam ser consideradas de forma explícita na implementação, nos indicadores, nos mecanismos de participação e nos sistemas de monitoramento. Sem isso, o risco é perpetuar um padrão recorrente das negociações climáticas internacionais: reconhecer grupos vulneráveis nos textos, mas não garantir instrumentos para que esse reconhecimento produza mudanças concretas.
Pesquisa realizada nos seis continentes mostra que a sobrevivência cultural é fundamental para proteger a natureza. Resultados publicados na revista científica Humanities and Social Sciences Communications, mostram que as mesmas tradições que preservam idiomas, rituais e identidades também protegem terras, a água e a vida silvestre. Mas 61% dos entrevistados relatam impactos diretos de indústrias extrativas, como mineração, exploração madeireira, agricultura comercial e desenvolvimento de infraestrutura.
A Página22 está de cara nova
No ano em que completa seu 20º aniversário, a publicação adota uma nova identidade visual em sua logomarca, mais representativa do atual momento.
Balanço apresentado pelo MMA e pelo BNDES mostra que mecanismo chega aos 18 anos com R$ 5,3 bilhões em doações e 153…
No mercado de fusões e aquisições, o que sustenta uma negociação é dado consistente, histórico confiável e capacidade de demonstrar, na prática, como a empresa opera. Aquelas com práticas de sustentabilidade bem estruturadas conseguem negociar melhor, acessar capital com mais facilidade e avançar mais rápido nos processos. Não se trata de discurso, mas sim de estratégia, especialmente útil em ciclos econômicos mais duros.
As exigências ambientais, sociais, sanitárias e de rastreabilidade da União Europeia tendem a elevar padrões de produção, proteger a natureza, reduzir riscos climáticos, ampliar a segurança dos consumidores e combater práticas inadequadas em cadeias produtivas complexas. Ao mesmo tempo, podem funcionar como barreiras não tarifárias. A discussão não deve ser reduzida a ser contra ou a favor da agenda europeia, e sim reconhecer que sustentabilidade também virou instrumento de competitividade e de disputa por mercado.