ÚLTIMAS DA REDAÇÃO
Diferentes países e regiões adotaram restrições porque identificaram conflitos entre essa atividade e a proteção da água, da agricultura, da biodiversidade e da saúde. O debate brasileiro não deveria ser apresentado como uma oposição simplista entre “desenvolvimento” e “ambientalismo”. Trata-se de decidir qual modelo de desenvolvimento territorial será priorizado.
Custo da inação climática pode superar investimentos necessários para transição ecológica
Segundo “Cenários e custos da transição ecológica no Brasil – As interdependências entre a transição energética e a transição agroalimentar e os riscos de um neoextrativismo verde’, pesquisa lançada pelo Cebrap e ClimaInfo, adiar uma transição nos setores agroalimentar e energético implica em mais custos biofísicos, econômicos, sociais e fiscais do que implementá-la. O estudo também alerta para o risco de o Brasil avançar na descarbonização, mas reproduzir uma lógica de “neoextrativismo verde”, mantendo a dependência da exportação de produtos primários de baixo carbono.
Criada pelo Instituto CERTI Amazônia, a plataforma de inovacão aberta Loopi busca aproximar empresas, startups, pesquisadores e instituições para transformar demandas estratégicas em oportunidades de inovação.
Projeções indicam que a pecuária brasileira tem potencial para reduzir em até 28% suas emissões em 2035 em relação a 2020 com medidas de manejo, tecnologias e boas práticas. Mas a implementação em escala depende de políticas públicas, pesquisa, monitoramento, assistência técnica e extensão rural, além de linhas de crédito compatíveis com a diversidade e a capacidade de investimento dos produtores de diferentes portes.
Biodiversidade, infraestrutura essencial para os serviços ecossistêmicos
O Brasil amplia o olhar para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade como motor de desenvolvimento, com políticas públicas recém-construídas. Em debate na plenária da Concertação, o tema mostra avanços na conexão com a agenda econômica e nas finanças verdes, mas ainda enfrenta desafios para transformar esse potencial em resultados concretos.
O momento é oportuno para a nova administração colocar em operação o Comitê Nacional de Governança da Terra. O novo órgão poderia dar capacidade operacional a um efetivo cadastro fundiário nacional, ordenando e informando a gestão de terras do Brasil – o que poderia constituir um dos nossos maiores patrimônios digitais.