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	<title>Página 22 &#187; notas</title>
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		<title>Por que a era fóssil já era</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 17:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A transição para uma economia de baixo carbono, a relação contraditória entre crescimento e sustentabilidade, o chamado decrescimento econômico ou condição estável e o problema de monitorar o ecodesenvolvimento são os quatro pilares de discussão do novo livro do economista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/12/1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5071" title="1" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/12/1-136x198.jpg" alt="1" width="136" height="198" /></a>A transição para uma economia de baixo carbono, a relação contraditória entre crescimento e sustentabilidade, o chamado decrescimento econômico ou condição estável e o problema de monitorar o ecodesenvolvimento são os quatro pilares de discussão do novo livro do economista José Eli da Veiga, professor da FEA-USP.  Mundo em Transe &#8211; Do aquecimento global ao ecodesenvolvimento será lançado no dia 14 de dezembro, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.</p>
<p>A obra, publicada pela editora Autores Associados, traz ao grande público a experiência de quase 40 anos de estudos do economista em um cenário de riscos causados pelas mudanças climáticas e proliferação de armas nucleares.</p>
<p>Veiga considera que a redução das emissões não cabe apenas aos que se industrializaram antes.  O momento não é de isentar nações não desenvolvidas e, para isso, a obra analisa casos de países emergentes e industrializados, mostrando os impasses e estímulos para que o mundo se engaje na transição ao baixo carbono.  Nesse cenário de riscos em que a busca pela superação da era fóssil já começou, o que estimula as nações a se engajarem nesse processo é a visão de que o combate ao aquecimento global criará uma &#8220;nova era de progresso e prosperidade&#8221;.</p>
<p>Amparado em dados de emissões e regras do Protocolo de Kyoto, o economista aponta a disparidade no crescimento econômico dos blocos de países e mostra como as instituições globais de fomento e financiamento ainda sustentam uma convicção ultrapassada dos benefícios da expansão do PIB com uso crescente de recursos naturais.  Nesse aspecto, Veiga discute indicadores de renda, riqueza e bemestar, e fermenta a necessidade de criar novos medidores com vistas ao ecodesenvolvimento.</p>
<p>&#8220;Nenhuma nação poderá pegar o rumo do ecodesenvolvimento se não cumprir o seguinte requisito: melhorar a qualidade de vida de cada cidadão &#8211; tanto no presente como futuro &#8211; com um nível de uso dos ecossistemas que não exceda a capacidade regenerativa e assimiladora de rejeitos do ambiente natural.  Quando tal requisito for cumprido, o país certamente estará contribuindo para a manutenção dos processos evolutivos da biosfera.&#8221;</p>
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		<title>Fala, leitor</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 20:50:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Histórias e ideias de quem lê Página 22
Quando o eletricista paulistano José Roberto Godoy recebeu o diagnóstico de HIV, em 1991, achou que se tratava de uma sentença de morte. &#8220;Quer saber?  Eu vou morrer no mato&#8221;, decidiu, rumando em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Histórias e ideias de quem lê Página 22</p>
<p>Quando o eletricista paulistano José Roberto Godoy recebeu o diagnóstico de HIV, em 1991, achou que se tratava de uma sentença de morte. &#8220;Quer saber?  Eu vou morrer no mato&#8221;, decidiu, rumando em seguida para a região de Visconde de Mauá, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro.  Hoje com 52 anos, Godoy não se deixou derrubar, nem pelo vírus nem pelos três atentados a bala que viria a sofrer.</p>
<p>Começou a provocar inimigos em 1999, quando, após um grande incêndio florestal, fundou a Brigada de Voluntários da Área de Preservação Permanente de Visconde de Mauá.  Além realizar um trabalho de prevenção e combate ao fogo, o grupo passou a receber denúncias anônimas sobre caçadores ilegais dentro da área de preservação ambiental (APA).  Godoy levou tudo para o Ministério Público, provocando a ira dos criminosos.</p>
<p>&#8220;As pessoas pensam que essas coisas só acontecem na Amazônia. Mas no Sudeste também tem&#8221;, diz.  Segundo Godoy, o Ibama mantém agentes do programa Prevfogo no Parque Nacional de Itatiaia, outra unidade da região. Mas, na APA, a maior parte do trabalho sobra para o grupo de cerca de 20 voluntários, na base de enxadas, foices e abafadores, especialmente no mês de julho.</p>
<p>Godoy procurou Página22 para fazer um apelo. Acredita que a criação de unidades de conservação e programas de reflorestamento em todo País andam dissociados de sistemas de defesa. &#8220;A primeira coisa tem que ser isolar e proteger.  É muito fácil plantar árvore, demarcar uma área, mas pra fazer um sistema de defesa, preparar as pessoas para o combate ao fogo, não tem recursos&#8221;, reivindica.  &#8220;De que adianta hoje em dia ter detecção de queimadas em tempo real, se eu não tenho gente para apagar o fogo?&#8221; Recado dado.</p>
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		<title>Jovens embaixadores</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 20:44:29 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Móveis escolares com madeira plástica, uso de pisos ecológicos em centros urbanos, descarte consciente de medicamentos. Esses são exemplos de projetos brasileiros já premiados no Programa Jovens Embaixadores Ambientais, promovido pela Bayer, que chega à 6ª edição. Realizado em 19 países, está com inscrições abertas até 28 de agosto. O objetivo é incentivar a produção científica e a adoção de ações socioambientais entre jovens de 18 a 25 anos. Os vencedores ganham uma viagem à Alemanha, onde têm a oportunidade de participar de um intercâmbio técnico e cultural com os premiados de outros países participantes. Até 2008, quase 400 jovens foram premiados, dos quais 20 do Brasil.  Mais informações <a href="http://www.byeebrasil.com.br">aqui</a>.</p>
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		<title>O chinês, a bicicleta e o carro</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 20:42:39 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Invariavelmente sinônimo de país poluidor, com sua pegada ecológica potencializada pela demografia, matriz energética suja, altas taxas de crescimento do PIB e aspirações ao padrão de consumo ocidental, a China não está alheia às questões de um novo modelo de desenvolvimento.</p>
<p>A respeito da histórica pressão exercida sobre recursos naturais, a jornalista Cláudia Trevisan, autora do livro Os Chineses, recém-lançado pela Editora Contexto, pergunta se teria sido possível fazer diferente diante da necessidade de sobrevivência de uma população que desde os primórdios foi tão numerosa e pobre.</p>
<p>Ela observa que hoje, ao constatar os problemas ambientais do sucesso econômico cercando a população por todos os lados e atingindo a própria economia, o governo busca, em alguma medida, mudar modelos e reverter essas perdas.  Uma delas é a da área agricultável, hoje equivalente a 6% do total no planeta, para alimentar uma população que responde por 20% da global.  Lá, 70% dos cursos d&#8217;água já apresentam algum nível de contaminação.</p>
<p>Embora tenha 70% da energia gerada por carvão mineral, já é um dos países que mais investem em fontes renováveis. Políticas governamentais incentivam a implantação de atividades com baixa intensidade em carbono e em matériaprima.</p>
<p>Estimulam também o aumento da cobertura florestal.  Uma muralha, desta vez feita de árvores, com extensão de 4,5 mil quilômetros, está sendo &#8220;construída&#8221; para deter o avanço do Deserto de Gobi e suas tempestades de areia.  E há uma tolerância à manifestação popular na área ambiental, onde é permitida a atuação de ON Gs como o Greenpeace.  &#8220;O governo central vê os protestos como forma de pressionar os governos locais, ainda voltados para o crescimento econômico a qualquer custo&#8221;, explica Cláudia.</p>
<p>Se é grande o desafio da sustentabilidade, ele fica ainda maior na China, lugar de gigantismos.  Somente o consumo dos triviais palitinhos levam ao corte de 25 milhões de árvores por ano.</p>
<p>Em 2009, os chineses vão comprar mais carros que os americanos.  Hábitos culturais e da medicina tradicional são capazes de aniquilar espécies inteiras, como os tubarões, das quais se extraem as barbatanas para fazer sopa.  E os animais ainda acabam morrendo de forma cruel, jogados ao mar após a mutilação &#8211; para citar apenas um exemplo.</p>
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		<title>Jocemar e o lixo</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 20:40:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No momento em que nos damos conta, com espanto, de que o Brasil precisa importar material reciclável a despeito de todo o lixo gerado domesticamente &#8211; o que abre brechas para o envio criminoso de resíduos tóxicos, como as toneladas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No momento em que nos damos conta, com espanto, de que o Brasil precisa importar material reciclável a despeito de todo o lixo gerado domesticamente &#8211; o que abre brechas para o envio criminoso de resíduos tóxicos, como as toneladas que chegaram do Reino Unido no Porto de Santos -, chama atenção a história de vida de Jocemar Silveira, de 39 anos.</p>
<p>O ex-catador de material reciclável &#8211; que fez até o Ensino Fundamental e virou um autodidata no tema do lixo, além de líder comunitário e educador ambiental &#8211; criou uma série de inventos: de prensas para PET, papel, papelão, plástico e alumínio, moinhos para triturar polímeros, até sistemas biodigestores de esgoto doméstico, com captação e uso do gás metano.  &#8220;A necessidade faz o cidadão&#8221;, diz, ao contar o que o moveu nessa trajetória.</p>
<p>As prensas vêm ganhando versões mais eficientes desde que Jocemar foi premiado em 2002 pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet). Ganharam patente e despertam o interesse da indústria.  Segundo ele, a Tetra Pak, por exemplo, já comprou 30 equipamentos para cooperativas que lhe fornecem o material reciclável.  A Alcan estuda fazer o mesmo. As prensas são cruciais no processo de reciclagem, pois, quanto menor o volume que o lixo ocupa, mais viáveis economicamente se tornam o armazenamento e a logística.  E as inventadas por Jocemar custam menos que as disponíveis no mercado.</p>
<p>O moinho desenvolvido por ele também se tornou acessível às cooperativas, pois é alimentado por energia monofásica, e não trifásica, usada em indústrias.  Com isso, permite a geração de renda e a agregação de valor de maneira descentralizada.</p>
<p>Hoje, Jocemar está em busca de apoio- privado, público e até internacional &#8211; para implantar uma planta biodigestora orçada em R$ 2 milhões, com o objetivo de processar o esgoto de 400 residências na Cidade Júlia, na divisa entre São Paulo e Diadema, e gerar 560 metros cúbicos de gás metano por dia, além de empregos. Um gás que pode ser canalizado para a cozinha das residências, transformado em energia elétrica ou em gás veicular.</p>
<p>Contatos: <a href="jocemarsilveira@yahoo.com.br">jocemarsilveira@yahoo.com.br</a> e <a href="ultrapuro@gmail.com">ultrapuro@gmail.com</a></p>
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		<title>Na marca dos 100</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 20:39:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Enquanto o GreenXchange se prepara para decolar, o Eco-Patent Commons (mais na edição 16 de Página22) se aproxima da marca de 100 patentes abertas para fomentar ganhos ambientais nos processos de produção.
Lançado em janeiro de 2008, o Eco-Patent Commons é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto o GreenXchange se prepara para decolar, o Eco-Patent Commons (mais na edição 16 de Página22) se aproxima da marca de 100 patentes abertas para fomentar ganhos ambientais nos processos de produção.</p>
<p>Lançado em janeiro de 2008, o Eco-Patent Commons é uma iniciativa liderada pela IBM, Nokia, Sony e Pitney Bowes no âmbito do World Business Council for Sustainable Development para tornar de domínio público patentes &#8220;responsáveis ambientalmente&#8221;.  No lançamento, o portfólio contava com 31 patentes, 27 das quais disponibilizadas pela IBM.  Empresas como DuPont, Bosch e Xerox contribuíram para o commons desde então.</p>
<p>Ao abrir as patentes, o Eco-Patent Commons garante o uso gratuito da propriedade intelectual, enquanto o objetivo do GreenXchange é desenvolver um sistema complementar de licenciamento, que pode incluir algum tipo de direito reservado ou mesmo remuneração ao detentor da patente.  A possibilidade de atribuição de crédito que o GreenXchange pretende desenvolver permite também contabilizar o número de vezes em que o conhecimento é usado.</p>
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		<title>Desenhadas para compartilhar</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 20:37:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Inovações que poderiam se espalhar e contribuir para reduzir o uso de recursos ou torná-lo mais eficiente muitas vezes acabam limitadas, porque as empresas não são desenhadas para compartilhar.
Para ajudar a mudar tal estado de coisas, o Creative Commons (CC) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inovações que poderiam se espalhar e contribuir para reduzir o uso de recursos ou torná-lo mais eficiente muitas vezes acabam limitadas, porque as empresas não são desenhadas para compartilhar.</p>
<p>Para ajudar a mudar tal estado de coisas, o Creative Commons (CC) juntou-se à Nike e à Best Buy &#8211; rede americana de varejo de eletrônicos &#8211; e lançou o GreenXchange.  A iniciativa pretende usar a experiência do CC no desenvolvimento de licenças de uso de propriedade intelectual para permitir o compartilhamento de inovações que possam contribuir na busca da sustentabilidade.  No momento, a iniciativa está à procura de parceiros dispostos a contribuir com capital e trabalho.</p>
<p>O GreenXchange visa permitir que uma empresa detentora de patentes importantes para a sustentabilidade possa disponibilizá-las de graça para outras companhias, desde que receba crédito por isso. Outra possibilidade é que tal empresa disponibilize patentes não relacionadas à sustentabilidade para pesquisa por companhias que não atuem em seu core business. O GreenXchange pode explorar ainda a &#8220;exceção de pesquisa&#8221;, que permite que acadêmicos conduzam pesquisa com base em processos patenteados por uma empresa.</p>
<p>A noção de &#8220;alguns direitos reservados&#8221; em vez de &#8220;todos os direitos reservados&#8221;, que ancora a ação do CC, é permitir que indivíduos e companhias operem em algum espaço entre o &#8220;mundo controlado&#8221; em que vivemos e a liberdade que os commons gostariam de promover, segundo John Wilbanks, vice-presidente de ciência do CC.  Organização não governamental criada em 2001, o CC contabilizou 130 milhões de licenças em uso no ano passado.</p>
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		<title>Lobby em alta temperatura</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 20:36:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os meses que precederam a aprovação pela Câmara dos Deputados dos EUA, em 26 de junho, da chamada Lei Waxman- Markey &#8211; ou a lei das mudanças climáticas- foram marcados por uma explosão na atividade lobista.
Levantamento dos registros do Congresso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os meses que precederam a aprovação pela Câmara dos Deputados dos EUA, em 26 de junho, da chamada Lei Waxman- Markey &#8211; ou a lei das mudanças climáticas- foram marcados por uma explosão na atividade lobista.</p>
<p>Levantamento dos registros do Congresso feito pelo The Center for Public Integrity &#8211; organização não governamental e não partidária que produz jornalismo investigativo &#8211; mostrou que o número de empresas e organizações que tentaram influenciar o debate climático no último ano ultrapassou 770, mais de 300% superior do que há cinco anos. Quase todos os setores da sociedade estão representados e, para fazer valer seus argumentos, contaram com um exército de quase 2. 400 lobistas &#8211; mais de 4 para cada integrante do Congresso americano &#8211; e gastaram cerca de US$ 90 milhões.</p>
<p>O levantamento identificou os setores de carvão e gás e as indústrias que usam estes recursos como os líderes da cena lobista. Houve significativo aumento nos representantes de Wall Street, que esperam atuar como intermediários financeiros no esquema de cap-and-trade de emissões de carbono que o projeto estabelece. Também cresceu o lobby por parte de grupos de interesse, especialmente organizações ambientais &#8211; mas para cada lobista ambiental há oito que representam as indústrias.</p>
<p>Após as modificações dos deputados, o projeto prevê redução nas emissões de carbono pela economia americana de 17% até 2020 sobre os níveis de 2005, e de 80% até 2050. A indústria receberá de graça 85% das permissões para emitir e apenas 15% serão leiloadas. O projeto inclui ainda metas para a oferta de energia renovável, modernização da rede de distribuição e eficiência energética. Enquanto a matéria não passa pelo Senado, os lobistas devem continuar na ativa.</p>
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		<title>Fala, leitor</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 16:56:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Histórias e ideias de quem lê Página 22
O trabalho da cientista social Nereide Barioni Mazzucchelli é desatar os nós socioambientais que tantas vezes são chamados de &#8220;entraves&#8221; para o desenvolvimento do País. Sócia-diretora da Territória Desenvolvimento Global, Nereide presta consultoria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Histórias e ideias de quem lê Página 22</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O trabalho da cientista social Nereide Barioni Mazzucchelli é desatar os nós socioambientais que tantas vezes são chamados de &#8220;entraves&#8221; para o desenvolvimento do País. Sócia-diretora da Territória Desenvolvimento Global, Nereide presta consultoria a empresas, governos e organizações da sociedade civil geralmente em busca daquilo que ela considera artigo raro e embrionário: o diálogo.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">&#8220;Normalmente, as empresas têm uma preparação mecânica para o diálogo, têm um roteiro ligado às exigências legais. Dialogar é mais do que isso: é a empresa compreender o momento da sociedade, e a sociedade compreender o momento da empresa&#8221;, explica.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Embora seja crescente o número de consultorias especializadas em meio ambiente, segundo Nereide são poucas as que apresentam um escopo maior, voltado para o desenvolvimento local. Um dos motivos, diz ela, é o formato restritivo dos licenciamentos ambientais: &#8220;Não temos ainda procedimentos e roteiros para uma &#8216;licença social&#8217;. O social ainda vai muito a reboque do ambiental.&#8221;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Para a consultora, a diversidade de linguagens para atender aos diferentes stakeholders, além de um processo amplo de comunicação anterior às audiências públicas obrigatórias, são pontos-chave para um bom relacionamento entre empresas e comunidades.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Recentemente, a Territória foi contratada por um grande cliente para acompanhar um projeto ainda em fase de estudos de viabilidade econômica.  Isso significa considerar implicações sociais e ambientais logo de partida, fato raro na cultura empresarial brasileira.  &#8220;Em 20 anos de carreira, é a primeira vez que isso ocorre. Espero que vire um case de sucesso&#8221;, diz a consultora.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Se você deseja participar desta seção, escreva para redacao@pagina22.com.br e conte um pouco sobre você e seus projetos. Para se comunicar com Nereide Mazzucchelli, escreva para nereide@teritoria.com.br</div>
<div><em>Histórias e ideias de quem lê Página 22</em></div>
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<img class="alignleft size-full wp-image-2785" title="FalaLeitor" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/07/FalaLeitor.jpg" alt="FalaLeitor" width="228" height="180" />O trabalho da cientista social Nereide Barioni Mazzucchelli é desatar os nós socioambientais que tantas vezes são chamados de &#8220;entraves&#8221; para o desenvolvimento do País. Sócia-diretora da Territória Desenvolvimento Global, Nereide presta consultoria a empresas, governos e organizações da sociedade civil geralmente em busca daquilo que ela considera artigo raro e embrionário: o diálogo.</div>
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&#8220;Normalmente, as empresas têm uma preparação mecânica para o diálogo, têm um roteiro ligado às exigências legais. Dialogar é mais do que isso: é a empresa compreender o momento da sociedade, e a sociedade compreender o momento da empresa&#8221;, explica.</div>
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Embora seja crescente o número de consultorias especializadas em meio ambiente, segundo Nereide são poucas as que apresentam um escopo maior, voltado para o desenvolvimento local. Um dos motivos, diz ela, é o formato restritivo dos licenciamentos ambientais: &#8220;Não temos ainda procedimentos e roteiros para uma &#8216;licença social&#8217;. O social ainda vai muito a reboque do ambiental.&#8221;</div>
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Para a consultora, a diversidade de linguagens para atender aos diferentes stakeholders, além de um processo amplo de comunicação anterior às audiências públicas obrigatórias, são pontos-chave para um bom relacionamento entre empresas e comunidades.</div>
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Recentemente, a Territória foi contratada por um grande cliente para acompanhar um projeto ainda em fase de estudos de viabilidade econômica.  Isso significa considerar implicações sociais e ambientais logo de partida, fato raro na cultura empresarial brasileira.  &#8220;Em 20 anos de carreira, é a primeira vez que isso ocorre. Espero que vire um case de sucesso&#8221;, diz a consultora.</div>
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<em>Se você deseja participar desta seção, escreva para redacao@pagina22.com.br e conte um pouco sobre você e seus projetos. Para se comunicar com Nereide Mazzucchelli, escreva para nereide@teritoria.com.br</em></div>
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		<title>Possibilidades brasileiras</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 16:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>P22</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Carolina Derivi 
A seis meses da Conferência das Partes da Convenção do Clima, em Copenhague, na Dinamarca, cresce a pressão das ONGs ambientalistas para que o Brasil assuma postura mais consistente de enfrentamento do problema, tanto no ambiente doméstico, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Por Carolina Derivi<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A seis meses da Conferência das Partes da Convenção do Clima, em Copenhague, na Dinamarca, cresce a pressão das ONGs ambientalistas para que o Brasil assuma postura mais consistente de enfrentamento do problema, tanto no ambiente doméstico, como nas negociações internacionais.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Em encontro realizado no dia 24 de junho, na Câmara dos Deputados, em Brasília, as entidades do Observatório do Clima (OC) interpelaram deputados e negociadores oficiais sobre o tema. Uma das principais recomendações do OC é que o Brasil aprove a Política Nacional de Mudanças Climáticas, em tramitação.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Há mais de um projeto sob análise no Congresso Nacional.  Para o OC, é fundamental que o marco regulatório contenha metas obrigatórias de redução das emissões de gases de efeito estufa, diferenciadas por todos os setores e atividades econômicas. Além disso, as ONGs pedem um maior detalhamento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, incluindo recursos financeiros, divisão de responsabilidade e prazos para o cumprimento de metas.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Uma das principais preocupações das entidades são as contradições internas, como a crescente carbonização da matriz elétrica nacional e as propostas que visam flexibilizar a legislação ambiental.  &#8220;O que vemos são sinais trocados&#8221; diz em press release Fernanda Carvalho, da The Nature Conservancy.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Um manifesto foi entregue a representantes dos ministérios de Meio Ambiente, Relações Exteriores e Ciência e Tecnologia. Para conhecer o conteúdo das propostas na íntegra, acesse: www.oc.org.br.</div>
<div>A seis meses da Conferência das Partes da Convenção do Clima, em Copenhague, na Dinamarca, cresce a pressão das ONGs ambientalistas para que o Brasil assuma postura mais consistente de enfrentamento do problema, tanto no ambiente doméstico, como nas negociações internacionais.</div>
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Em encontro realizado no dia 24 de junho, na Câmara dos Deputados, em Brasília, as entidades do Observatório do Clima (OC) interpelaram deputados e negociadores oficiais sobre o tema. Uma das principais recomendações do OC é<br />
que o Brasil aprove a Política Nacional de Mudanças Climáticas, em tramitação.</div>
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Há mais de um projeto sob análise no Congresso Nacional.  Para o OC, é fundamental que o marco regulatório contenha metas obrigatórias de redução das emissões de gases de efeito estufa, diferenciadas por todos os setores e atividades econômicas. Além disso, as ONGs pedem um maior detalhamento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, incluindo recursos financeiros, divisão de responsabilidade e prazos para o cumprimento de metas.</div>
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Uma das principais preocupações das entidades são as contradições internas, como a crescente carbonização da matriz elétrica nacional e as propostas que visam flexibilizar a legislação ambiental.  &#8220;O que vemos são sinais trocados&#8221; diz em press release Fernanda Carvalho, da The Nature Conservancy.</div>
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Um manifesto foi entregue a representantes dos ministérios de Meio Ambiente, Relações Exteriores e Ciência e Tecnologia. Para conhecer o conteúdo das propostas na íntegra, acesse: www.oc.org.br.</div>
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