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	<title>Página 22 &#187; nordeste</title>
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		<title>Uma solução para a Caatinga</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 00:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[manejo florestal]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[pólo gesseiro]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Quando se pensa em biodiversidade, pensa-se logo em onde tem muita árvore.  Mas quimiodiversidade da Caatinga é uma coisa impressionante&#8221;.  Essa foi uma fala que nos encantou, lá em 2008, quando decidimos fazer uma edição inteira dedicada aos biomas brasileiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Caatinga.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-6346" title="Caatinga" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Caatinga-289x198.jpg" alt="Caatinga" width="289" height="198" /></a>&#8220;Quando se pensa em biodiversidade, pensa-se logo em onde tem muita árvore.  Mas quimiodiversidade da Caatinga é uma coisa impressionante&#8221;.  Essa foi uma fala que nos encantou, lá em 2008, quando decidimos fazer uma edição inteira dedicada aos biomas brasileiros menos badalados que a Amazônia.</p>
<p>O Autor é José Maria Barbosa, chefe do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica da Universidade Federal da Paraíba.  À época ele nos explicou que, para sobreviver no ambiente hostil, gerar espinhos, galhos retorcidos e raízes profundas, as plantas reagem com uma quantidade enorme de sinais químicos, chamados de metabólicos-secundários, que são ricos em ativos medicinais.</p>
<p>O segredo dos fitoterápicos é só uma das riquezas que a Caatinga perde ao ritmo de duas cidades de São Paulo por ano, conforme <a href="http://www.ibama.gov.br/2010/03/desmatamento-na-caatinga-ja-destruiu-metade-da-vegetacao-original/" target="_blank">levantamento</a> divulgado ontem pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).</p>
<p>É surpreendente que o principal vetor desse desmatamento não tenha nada a ver com especulação fundiária ou com a indústria madeireira.  A Caatinga não serve para construção.  Ela queima, simplesmente, em fogões a lenha, casas de farinha e cerâmica, carvoarias e, principalmente, no pólo gesseiro da Chapada do Araripe.</p>
<p>Enquanto indústrias se sustentam basicamente pela aniquilação de recursos florestais nativos, o MMA acredita que não haverá solução para a defesa do bioma sem alternativas energéticas como pequenas centrais hidrelétricas, energia eólica ou gás natural, segundo <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100303/not_imp518634,0.php" target="_blank">relatos da coletiva de imprensa</a> realizada em Brasília.</p>
<p>Há outra possibilidade, mais imediata e menos custosa.  É o <strong>manejo florestal</strong>.  A Caatinga tem uma característica única: se bem manejada, ela se regenera em cerca de 90%.  O corte pode ser feito em sistema de rodízio, raso mesmo, e em poucos meses a nova geração de plantas já alcança mais de um metro, como se fosse uma versão biológica de <em>Morte e Vida Severina</em>.  Foi o que nos ensinou Francisco Campello, engenheiro florestal que integra a equipe técnica do GEF &#8211; Caatinga (Fundo Global para o Meio Ambiente, financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).</p>
<p>A vantagem é que, além de criar um sistema racional para fornecer lenha às indústrias, o manejo ainda poderia criar uma importante alternativa de renda para o sertanejo, um modo de fixar as pessoas na terra, mesmo na seca.  Segundo estimativas do Sindicato da Indústria do Gesso, em 2008, apenas 40% das empresas associadas se abastecem com madeira manejada ou oriunda de reflorestamento obrigatório.</p>
<p>Veja na galeria ao lado o ensaio fotográfico de João Correia Filho publicado na edição 18 de Página 22.  E, ainda, a reportagem &#8220;<a href="http://pagina22.com.br/index.php/2008/04/antes-de-tudo-forte/" target="_blank">Antes de tudo, forte</a>&#8220;, com mais informações e curiosidades sobre a Caatinga.</p>
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		<title>Artigo de contrabando em MP agiliza transposição do rio São Francisco</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[PAC]]></category>
		<category><![CDATA[rio São Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[transposição]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das principais barreiras para o desenrolar das obras de transposição do rio São Francisco é a desapropriação de imóveis impactados pela realização do projeto.  Mas o governo deu um jeito de acelerar a coisa em Brasília mesmo, bem longe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; left: -10000px; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Uma das principais barreiras para o desenrolar das obras de transposição do rio São Francisco é a desapropriação de imóveis impactados pela realização do projeto.  Mas o governo deu um jeito de acelerar a coisa em Brasília mesmo, bem longe do sertão nordestino.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; left: -10000px; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Uma matéria publicada hoje no jornal Folha de S.Paulo (assinantes do jornal ou do UOL podem ler o texto aquihttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1610200902.htm) conta que uma medida provisória (MP) convertida em lei esta semana ganhou um artigo que agiliza a desapropriação de imóveis considerados de utilidade pública.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; left: -10000px; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A medida contou com um tipo de adendo apelidado na capital federal de &#8220;contrabando&#8221;, por não ter relação direta com o assunto da medida provisória em questão &#8211; no caso, a MP era para socorrer financeiramente municípios afetados pela crise econômica.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; left: -10000px; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">De acordo com a matéria, o deputado Sandro Mabel (PR-GO), relator da MP na Câmara, disse que o artigo foi incluído a pedido do Ministério da Integração Nacional, que contará com R$ 1,5 bilhão em 2010 para as obras do PAC na região do São Francisco.  A assessoria parlamentar do mesmo ministério confirmou que fez o pedido ao Congresso.</div>
<div id="attachment_3451" class="wp-caption alignleft" style="width: 274px"><a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Canions_do_Rio_S%C3%A3o_Francisco.JPG"><img class="size-medium wp-image-3451" title="Rio São Francisco -- Foto de Danilo Pereira" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Canions_do_Rio_Sao_Francisco_menor-264x198.jpg" alt="Rio São Francisco -- Foto de Danilo Pereira" width="264" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Rio São Francisco -- Foto de Danilo Pereira</p></div>
<p>Uma das principais barreiras para o desenrolar das obras de transposição do rio São Francisco é a desapropriação de imóveis impactados pela realização do projeto.  Mas o governo deu um jeito de acelerar a coisa em Brasília mesmo, bem longe do sertão nordestino.</p>
<p>Uma matéria publicada hoje no jornal Folha de S.Paulo (assinantes do jornal ou do UOL podem <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1610200902.htm" target="_blank">ler o texto aqui</a>) conta que uma medida provisória (MP) convertida em lei esta semana ganhou um artigo que agiliza a desapropriação de imóveis considerados de utilidade pública.</p>
<p>A medida contou com um tipo de adendo apelidado na capital federal de &#8220;contrabando&#8221;, por não ter relação direta com o assunto da medida provisória em questão &#8211; no caso, a MP era para socorrer financeiramente municípios afetados pela crise econômica.</p>
<p>De acordo com a matéria, o deputado Sandro Mabel (PR-GO), relator da MP na Câmara, disse que o artigo foi incluído a pedido do Ministério da Integração Nacional, que contará com R$ 1,5 bilhão em 2010 para as obras do PAC na região do São Francisco.  A assessoria parlamentar do mesmo ministério confirmou que fez o pedido ao Congresso.</p>
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