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	<title>Página 22 &#187; gases do efeito estufa</title>
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	<description>Informações para o novo século</description>
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		<title>Gambiarra contra as mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 12:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As mudanças climáticas – e as suas consequências para as mais diversas partes do mundo – agitaram o final de ano durante as negociações da Conferência Global do Clima, em Copenhague. Com o fim melancólico,  é bem provável que propostas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5389" class="wp-caption alignleft" style="width: 274px"><a href="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/12/foto_ousadias.jpg"><img class="size-medium wp-image-5389" title="Foto de Turbidity, do site www.everystockphoto.com" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/12/foto_ousadias-264x198.jpg" alt="Foto de Turbidity, do site www.everystockphoto.com" width="264" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de Turbidity, do site www.everystockphoto.com</p></div>
<p>As mudanças climáticas – e as suas consequências para as mais diversas partes do mundo – agitaram o final de ano durante as negociações da Conferência Global do Clima, em Copenhague. Com o fim melancólico,  é bem provável que propostas extremas para resfriar a atmosfera ganhem mais projeção em 2010.</p>
<p>Na falta de um plano A, com compromissos vinculantes de todos os países, entram em cena as gambiarras que em nada alteram os modelos de produção e consumo.</p>
<p>O jornal britânico <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2009/nov/04/extreme-climate-change-solutions" target="_blank">The Guardian fez uma lista com cinco dessas propostas mais estranhas</a>, e ainda deu uma nota de “aplicabilidade” para cada uma delas. Confira abaixo.</p>
<p><strong>Aerosóis estratosféricos</strong></p>
<p>Essa ideia imita os efeitos de uma erupção vulcânica, que acabam por “refrescar” parte da atmosfera devido à fumaça que bloqueia raios solares. A ideia é de copiar esse efeito e espalhar compostos sulfúricos na camada mais alta da atmosfera &#8211;  o que não sai tão caro quanto parece. O problemsa é que essa susbtância volta para a terra, afeta o ciclo da água e da chuva e torna os oceanos mais ácidos. Aplicabilidade de 70%.</p>
<p><strong>Fertilização de Oceanos</strong></p>
<p>Essa parece estar entre a mais mirabolante das ideias: jogar toneladas de ferro nos oceanos para incentivar a procriação de planctôn, que captura CO2 da atmosfera. Aplicá-la em larga escala é difícil, e encontraria barreiras em leis internacionais que tratam de resíduos em mares. A aplicabilidade de 50%.</p>
<p><strong>Nuvens mais brancas</strong></p>
<p>Essa pode ser uma solução mais clara do que as outras. Grandes aviões decolariam da terra firme carregados com água do mar, que então seria jogadas no céu para evaporar. Os cristais de sal remanescentes iriam branquear as nuvens, que então passariam a refletir a luz do sol de volta para o espaço. O problema é a influência que poderia causar sobre o ciclo das chuvas. Chances de sucesso: 60%.</p>
<p><strong>Espelhos espaciais</strong></p>
<p>Formar um grande leito de espelhos no espaço para refletir – e consequentemente bloquear – os raios solares. Além de parecer ter saído diretamente de uma das cenas de “Guerra nas Estrelas”, a ideia é extremamente cara e precisaria de uma grande logística espacial para ser colocada em prática. Aplicabilidade pequena, de 20%.</p>
<p><strong>Grandes árvores artificais</strong></p>
<p>Elas já são as grandes parceiras na hora de capturar carbono da atmosfera. Criar “florestas” de árvores artificiais, que capturariam dióxido de carbono do é possível mas muito caro para ser colocado em prática em uma escala plausível. Outra questão seria o que fazer com o carbono capturado – as árvores naturais usam o CO2 para sua sobrevivência, mas as artificiais não. As chances de aplicabilidade são de 40%.</p>
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		<title>A contradição canadense</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 14:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
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		<description><![CDATA[No imaginário  internacional, eles nunca encarnam o papel de vilões. O Canadá  acumula admiração pela qualidade de vida em suas vastas terras, pela tolerância à diversidade, pelas belezas naturais oscilantes entre o verde das florestas e o branco dos cenários de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4894" class="wp-caption alignleft" style="width: 307px"><a href="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/12/3792780830_209d886976.jpg"><img class="size-medium wp-image-4894" title="Visão dos oil sands canadenses. Foto de David Dodge, The Canadian Parks and Wilderness Society " src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/12/3792780830_209d886976-297x198.jpg" alt="Visão dos oil sands canadenses. Foto de David Dodge, The Canadian Parks and Wilderness Society " width="297" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Visão dos oil sands canadenses. Foto de David Dodge, The Canadian Parks and Wilderness Society </p></div>
<p>No imaginário  internacional, eles nunca encarnam o papel de vilões. O Canadá  acumula admiração pela qualidade de vida em suas vastas terras, pela tolerância à diversidade, pelas belezas naturais oscilantes entre o verde das florestas e o branco dos cenários de inverno. Mas a imagem que você tem deste país pode mudar quando o assunto são as questões climáticas.</p>
<p><strong>Uma terra de maravilhas?</strong></p>
<p>Com nível de alfabetização de 99%, os cerca de 33,5 milhões de canadenses gozam do 4º melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo, sendo que <a href="http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/sponsor/index.asp" target="_blank">a imigração é bem-vinda no país</a>. Entre 2001 e 2006, ela foi responsável por cerca de dois terços do crescimento populacional canadense, e hoje os cidadãos que nasceram em outras terras (e que compõem um grupo de 200 nacionalidades diferentes) representam quase <a href="http://atlas.nrcan.gc.ca/site/english/maps/peopleandsociety/immigration" target="_blank">20% do total da população do gigante do norte</a>.</p>
<p>Vancouver é considerada a <a href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI76464-16367,00-VANCOUVER+E+A+MELHOR+CIDADE+PARA+VIVER.html" target="_blank">melhor cidade do mundo para se morar</a>, Toronto é a quarta colocada no mesmo ranking, desenvolvido pela revista The Economist, e desde 2005 pessoas do mesmo sexo podem se casar legalmente em qualquer parte do país.</p>
<p><strong>Quando o assunto é Kyoto, “shame on you!”</strong></p>
<p>Mas este mesmo país extremamente evoluído em aspectos civis é um grande fardo global nas questões climáticas. O Canadá ratificou oficialmente o Protocolo de Kyoto em 2002 e, até então, seu comprometimento com as questões climáticas não tinha se descolado da imagem de “bom moço”. Foi quando apareceu em 2006 no cenário da capital canadense – a quase desconhecida Ottawa &#8212; <a href="http://www.cbc.ca/news/background/kyoto/timeline.html" target="_blank">Stephen Harper, líder do partido conservador eleito primeiro-ministro</a>. O primeiro orçamento nacional emitido por ele tinha zero dólares canadenses destinados à implementação do Protocolo. Na época, ele anunciou um plano nacional desenvolvido por seu governo para lutar contra as mudanças do clima, sem entrar em muitos detalhes.</p>
<p>O comprometimento do governo anterior, dos liberais, era de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa em 6% ante os níveis de 1990 até o fim do primeiro período de comprometimento. Abandonada pelo governo Harper, a tendência é que o país passe bem, bem longe da sua própria meta: hoje, as emissões estão cerca de <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2009/nov/26/canada-criticised-over-climate-change" target="_blank">24% acima do que era planejado</a>.</p>
<p>Em ranking das maiores emissões per capita, o Canadá assume o segundo lugar em uma lista de 17 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o que rende ao país uma<a href="http://www.conferenceboard.ca/hcp/details/environment/greenhouse-gas-emissions.aspx" target="_blank"> vergonhosa nota “D” no ranking das emissões</a>. Segundo o mesmo estudo, 46,1% delas tem origem na combustão de recursos, sendo que o setor de energia, de modo geral, contribuiu com 82% das emissões do país em 2005.</p>
<p><strong>O óleo das areias</strong></p>
<p>No meio do país, concentradas principalmente no estado de Alberta, estão a principal razão para tanta poluição canadense: as areias oleosas (<a href="http://www.oilsandswatch.org/blog/44  " target="_blank">ou “oil sands”</a>), conhecidas também como “tar sands”, cuja composição é basicamente de areia, argila, água e um tipo de petróleo pesado, ou betume. Retirar esse petróleo do solo é uma tarefa complicadíssima, que requer tremendas quantidades de energia e ocasiona um processo três vezes mais poluente que a extração comum, sendo que o petróleo resultante ainda não é de grande qualidade.</p>
<p>E por ali tem muito, muito petróleo, o que torna os canadenses os segundos maiores produtores do mundo após a Arábia Saudita &#8212; desde 2001, o país já é o maior fornecedor de petróleo para os Estados Unidos.</p>
<p>A repórter Daniela Chiaretti, do jornal Valor Econômico, <a href="http://www.power.inf.br/pt/?p=11409" target="_blank">esteve nas terras das tar sands e relata a experiência</a> que ela qualifica como &#8220;horripilante&#8221; e um cenário de &#8220;Mad Max&#8221;. Conta que a a famosa ativista canadense na questão da água, <a href="http://pagina22.com.br/index.php/2008/10/a-parte-liquida-da-pegada/" target="_blank">Maude Barlow</a>, chama a região de &#8220;Mordor&#8221; (o centro sombrio do mal no mundo imaginário de <em>Senhor dos Anéis</em>).</p>
<p><strong>Veja ao lado uma galeria com imagens das oil sands.</strong> O jornal norte-americano The Washington Post também fez uma <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/gallery/2005/06/08/GA2005060802512.html" target="_blank">apresentação com fotos</a>.</p>
<p>Explorar um tipo de energia tão poluente mancha de negro o branco e o vermelho da bandeira canadense. Em 2008, após a COP-14, o país levou pelo segundo ano consecutivo <a href="http://blogs.greenpeace.ca/2008/12/12/fossil-of-the-year/" target="_blank">o prêmio de Fóssil Colossal</a>, dado por organizações não-governamentais àqueles países que mais emperram as negociações internacionais. Veja na coluna ao lado um vídeo em que Harper é &#8220;premiado&#8221;  por deixar negociações climáticas em Nova York para visitar uma fábrica de rosquinhas.</p>
<p><strong>E agora?</strong></p>
<p>Na última semana, membros do Commonwealth &#8212; que reúne basicamente países de língua inglesa que foram ex-colônias britânicas, juntamente com a própria Grã-Bretanha &#8212; <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2009/nov/26/canada-criticised-over-climate-change  " target="_blank">chegaram a pedir a suspensão do Canadá do grupo</a>, já que o país estaria pouco se importando com mudanças climáticas que têm impacto direto em outros membros, como a ocasião de enchentes em Bangladesh e nas Ilhas Maldivas.</p>
<p>As apostas são de que na COP-15 o país continue a investir todas as suas fichas em um fracasso generalizado. Harper já disse que irá comparecer à reunião, “uma massa crítica de líderes mundiais irá”, como disse seu porta-voz. Mas não se deve esperar muito.</p>
<p>Em declaração recente, <a href="http://ca.reuters.com/article/topNews/idCATRE5AS16K20091129" target="_blank">como noticia a agência Reuters</a>, o primeiro-ministro disse que as metas canadenses devem acompanhar a tendência das estabelecidas pelos Estados Unidos. O plano do governo canadense é de cortar a emissão de gases geradores do efeito estufa em 20 por cento até 2020 ante níveis de 2006. O mundo agradeceria se esse corte fosse respeitado.</p>
<p>Curiosamente, no mesmo dia em que aprontamos este post, o repórter George Monbiot, do The Guardian, <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cif-green/2009/nov/30/canada-tar-sands-copenhagen-climate-deal" target="_blank">assinava o seu</a>. Ele faz uma comparação interessante ao dizer que  &#8220;a postura do Canadá em relação às mudanças climáticas faz pela sua reputação o mesmo que a caça às baleias fez pela do Japão&#8221;.</p>
<p>E termina com um lamento indignado: &#8220;Me sinto estranho escrevendo isso. A ameaça imediata ao esforço global de sustentar um mundo pacífico e estável não vem da Arábia Saudita, ou do Irã, ou da China. Vem do Canadá. Como isso poder ser verdade?&#8221;.</p>
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		<title>O que pode dar liga?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 19:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Cada país dispõe de um arsenal de argumentos para defender seus interesses domésticos.  Heroísmo mesmo será saber equilibrar o local e o global em prol de um acordo ambicioso
Veja glossário aqui
Um olho no quintal e outro no mundo.  É assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-3979" href="http://pagina22.com.br/index.php/2009/11/o-que-pode-dar-liga/reportagem_geopolita_arte_principal/"><img class="aligncenter size-large wp-image-3979" title="O que poder dar liga?" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/11/reportagem_geopolita_arte_principal-406x204.jpg" alt="O que poder dar liga?" width="600" height="270" /></a></p>
<p><em>Cada país dispõe de um arsenal de argumentos para defender seus interesses domésticos.  Heroísmo mesmo será saber equilibrar o local e o global em prol de um acordo ambicioso</em></p>
<p><strong><a href="http://pagina22.com.br/index.php/2009/11/glossario/" target="_blank">Veja glossário aqui</a></strong></p>
<p>Um olho no quintal e outro no mundo.  É assim que os países responsáveis por mais de 80% das emissões globais de gases-estufa movem-se no tabuleiro das negociações do acordo climático pós-2012.  Nas reuniões da Convenção do Clima, essas nações se articulam em coalizões de interesses comuns, como o G-77, no caso dos países em desenvolvimento, a União Europeia e o Umbrella Group, formado por países desenvolvidos que não fazem parte da UE.</p>
<p>Na geopolítica do clima, o foco está nas articulações que refletem a crescente influência política e econômica das economias emergentes, como o G-20, e a responsabilidade dos maiores emissores de gases-estufa, caso do Fórum das Grandes Economias (MEF, na sigla em inglês).  O MEF foi lançado em março deste ano pelo presidente americano Barack Obama para costurar alianças informais que ajudem a desembaraçar as negociações para o acordo do clima.  Mas, até o momento, um dos poucos avanços no MEF é o consenso de que o combate ao aquecimento global deve ter como parâmetro o teto de 2 graus no acréscimo da temperatura do planeta até 2100, em relação aos níveis pré-industriais.</p>
<p>A chave para entender o impasse encontra-se na casa do mentor do MEF, o presidente Obama.  Como o fórum poderá destravar a negociação climática, se a maior potência econômica e maior emissor histórico continua sem uma proposta corajosa para levar a Copenhague?  A posição dos EUA será decisiva para calibrar o tamanho da ambição do novo acordo climático.  Quanto mais ousada for sua proposta, o que parece pouco provável, mais ambicioso será o acordo.  A recomendação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) em 2007, de 25% a 40% de redução nas emissões do Anexo 1 em 2020 ante as de 1990, já se mostra insuficiente diante das evidências de agravamento acelerado dos cenários climáticos.  Além das metas, a ambição também precisa contemplar um pacote financeiro dos países ricos de pelo menos US$ 150 bilhões anuais para ajudar as nações em desenvolvimento a investir em energia limpa e medidas de adaptação.</p>
<p>Obama não pretende se comprometer com um acordo global enquanto não tiver nas mãos uma lei de clima e energia que instaure um sistema de redução nas emissões do país.  Tenta, assim, não repetir o erro de seu colega de partido, o ex-presidente Bill Clinton, que assinou o Protocolo de Kyoto, mas foi derrotado pelo Congresso, que não ratificou o tratado.  O projeto da lei climática foi aprovado em junho por margem apertada na Câmara dos Representantes.  Agora, tramita no Senado.</p>
<p>Acredita-se que Obama poderá apresentar nas negociações meta um pouco mais ousada do que a prevista no projeto da lei de clima.  Para isso, ele tem ao menos três cartas na manga.  Uma é o plano da Agência de Proteção Ambiental (EPA) de regular as emissões de CO2 de usinas de energia e indústrias.  A segunda, controlar as emissões de veículos.  Por fim, o governo Obama vem ampliando investimentos e incentivos para eficiência energética, fontes renováveis de energia e transporte público.</p>
<p>O que explica a imensa dificuldade de Obama em conseguir sinal verde do Congresso para sua política pró-clima?  Sua intenção de colocar os EUA nos trilhos da economia de baixo carbono esbarra em um modelo econômico que se beneficiou da energia barata e da fabulosa oferta de alimentos &#8211; o país é o maior exportador de produtos agrícolas.</p>
<p>Não à toa os lobbies que mais combatem a lei de clima são os dos setores agrícola, do carvão e do petróleo.  A fartura de carvão nos EUA é tanta que ele responde por pouco mais da metade da eletricidade lá gerada.  Se a lei for aprovada, esse carvão não mais será tão barato, estimulando investimentos em energias renováveis, como a eólica, a biomassa e a solar, e em tecnologias para capturar CO2 emitido das termelétricas.  Para atenuar a pressão contrária à lei na Câmara, os democratas fizeram várias concessões ao poderoso lobby agrícola, como a transferência da EPA para o Departamento de Agricultura (USDA) da incumbência pela definição das atividades que serão aceitas como offsets.</p>
<p>Parte do setor agrícola concorda em apoiar a lei no Senado, desde que mais concessões lhe sejam feitas, tais como a remoção do teto de 1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente para os offsets domésticos.</p>
<p><strong>Cansei de liderar</strong></p>
<p>Enquanto Obama vive seu inferno astral no Congresso, onde também tenta aprovar a reforma da Saúde, a União Europeia não pretende prosseguir carregando sozinha o piano das metas do Anexo 1.  A UE reitera que ampliaria de 20% a 30% sua proposta de meta de corte nas emissões na segunda etapa de Kyoto, mas somente se os outros países do Anexo 1 seguirem o mesmo caminho.</p>
<p>Uma saída seria aplicar um imposto de carbono sobre importações de países que não implementam cortes nas emissões.  Funcionaria como uma maneira de a UE adotar meta mais arrojada e ao mesmo tempo proteger suas empresas de concorrentes livres de obrigações de cortar carbono.  A ideia é rechaçada por Reino Unido e Alemanha, a qual a nominou como &#8220;ecoimperialismo&#8221;, em alusão às perdas que provocaria nas exportações dos países em desenvolvimento.  A Europa também se dividiu quanto à partilha da fatura do financiamento aos países em desenvolvimento, visto que os nove países do Leste Europeu não aceitam ajudar emergentes como o Brasil e a China.  O único consenso no quesito é a proposta de pacote financeiro global, que será apresentada em Copenhague, de 100 bilhões de euros ao ano, e dos quais a UE entraria com 2 bilhões a 15 bilhões de euros.</p>
<p>Veja nas duas tabelas da galeria ao lado quem é quem no jogo do poder.</p>
<p>Também preocupa a UE a posição sinistra da Rússia, membro do G-20, do MEF e do Grupo Umbrella na Convenção do Clima, ao lado de EUA, Japão, Canadá e Austrália, mas com atuação muito particular no regime climático.  O país tenta se recuperar da derrocada econômica pós-comunismo, aproveitando-se de suas gigantescas reservas de petróleo e gás, o que necessariamente promoverá aumento notável nas suas emissões.  A dupla que governa a Rússia, o presidente Dmitri Medvedev e o primeiro-ministro Vladimir Putin, tem dito que o país não assinará um acordo climático que não contemple outros grandes emissores como EUA e China.  Mas sua posição pode mudar se o acordo permitir a venda após 2012 dos bilhões de créditos de carbono acumulados com o declínio econômico dos países ex-comunistas na década de 1990.</p>
<p>No caso do Japão, outro integrante do Grupo Umbrella, do G-20 e do MEF, o dilemma é de natureza distinta da problemática russa.  Logo após o resultado das últimas eleições, no final de agosto, o novo primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, do Partido Democrático do Japão (PDJ), de centro-esquerda, anunciou meta mais ambiciosa de redução nas emissões, de 25% até 2020 na comparação com os níveis de 1990.  Aparentemente, a mudança foi substancial, ante os 8% propostos pelo governo anterior.</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 2059px; height: 1px;">Após uma atitude mais proativa nas negociações climáticas que levaram à adoção em 1997 do Protocolo de Kyoto, o Japão nesta década foi um dos espinhos das negociações, ao lado de Canadá, EUA e Austrália.  De fato, é uma tarefa de Hércules reduzir emissões em uma das mais eficientes economias do mundo no consumo de energia.  Porém, a Alemanha é tão eficiente quanto e já cumpriu sua meta em Kyoto com três anos de antecedência.  Também não se trata de meta unilateral como os 20% da UE.  A proposta foi condicionada a compromissos similares aos dos outros grandes emissores.  Por seu lugar estratégico na geopolítica do Leste Asiático,</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 2059px; height: 1px;">o Japão seria peça fundamental no financiamento de ações de adaptação e redução do desmatamento (Redd) na Indonésia, na Malásia e em países da Oceania.</div>
<p>Além dos sinais favoráveis ao acordo emitidos pelas novas administrações dos EUA e do Japão, a grande novidade do ano foi a concordância de países em desenvolvimento em desacelerar o crescimento das emissões de carbono, ideia lançada pela União Europeia na conferência do clima de Poznan, na Polônia, em dezembro de 2008.</p>
<p>A participação dos países em desenvolvimento no acordo climático já é vista como essencial para aumentar a chance de segurar o aumento na temperatura em não mais que 2 graus.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>No rastro dos desenvolvidos</strong></p>
<p>O aumento das emissões dos emergentes está associado a elevadas taxas de crescimento nos últimos dez anos, que explicam em parte o descolamento dessas economias dos piores impactos da crise financeira internacional eclodida em setembro de 2008.</p>
<p>Veja na galeria ao lado os maiores emissores e seus grupos.</p>
<p>Mas parte das emissões de carbono também se relaciona à produção de bens de consumo para as economias desenvolvidas, que têm transferido fatias significativas de sua produção a regiões onde os custos da terra e da mão de obra são mais baixos e a aplicação das leis ambientais e trabalhistas é mais frouxa.  Já surgem estudos que estimam as emissões de carbono segundo a lógica do consumo, como o publicado em junho pelos pesquisadores Edgar Hertwich e Glen Peters na revista científica Environmental Science &amp; Technology [acesse o artigo <a href="http://pubs.acs.org/doi/full/10.1021/es803496a" target="_blank">Carbon Footprint of nations: a global trade-linked analysis</a>]. O estudo mostra, por exemplo, que as emissões chinesas são bem mais baixas quando descontadas as emissões geradas pela produção de artigos exportados aos EUA.</p>
<p>No grupo países em desenvolvimento, que abriga cerca de 80% da população mundial e a maior parte da biodiversidade do planeta, Brasil, China e Índia desempenham papel estratégico nas negociações do acordo climático pelo tamanho de seus territórios, economia e influência política em seus continentes e por suas diversas conexões com organizações multilaterais.  Os três fazem parte do heterogêneo G-77, que inclui grupos como a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a quem não interessa metas ambiciosas para o Anexo 1, uma vez que isso levaria à diminuição na demanda por petróleo.</p>
<p>Para o professor Eduardo Viola, do Instituto de Relações Internacionais (IRI), da Universidade de Brasília, não faz mais sentido países de renda média como Brasil e China integrarem o G-77.  &#8220;O lugar ideal para Brasil e China na negociação climática é no MEF, ao lado da Europa, dos Estados Unidos e do Japão, e não no G-77, que é presidido pelo ditador do Sudão.&#8221;  Viola também é cético sobre o ritmo das negociações na ONU.  &#8220;Quando há muitos atores, a tendência é que o ritmo seja muito lento e os avanços, muito pequenos.  Um acordo climático com metas ambiciosas só será possível no âmbito do MEF, onde estão reunidos os países que respondem por 80% das emissões globais&#8221;, diz.</p>
<p>O Itamaraty tem outra leitura da questão.  Antenado com diferentes negociações multilaterais e bilaterais na OMC e a política de aproximação do governo Lula com as economias emergentes e países pobres do Hemisfério Sul, a diplomacia brasileira ainda acha vantajoso permanecer no G-77.  Sob o manto do grupo, o Brasil tenta contrapor-se à tentativa dos países ricos de lhe cobrar obrigações em mitigação dos gases-estufa e financiamento às ações dos países mais pobres.  Para estes últimos &#8211; mais vulneráveis a efeitos como secas, inundações e tufões &#8211; a participação no G-77 de gigantes como Brasil, China, Índia e África do Sul é vista como garantia de que não serão esquecidos nas negociações sobre adaptação.</p>
<p>&#8220;O que os mais vulneráveis ganharam até o momento nas infindáveis rodadas de conversas na Convenção do Clima?  Praticamente nada&#8221;, diz Viola.  De fato, o Fundo de Adaptação do Protocolo de Kyoto arrecadará anualmente, na melhor das hipóteses, US$ 200 milhões, em média, de 2008 a 2012 da cobrança de 2% dos negócios com créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).  O valor anual desse fundo representará não mais que 0,2% do custo de até US$ 100 bilhões por ano estimado pelo estudo Economics of Adaptation to Climate Change, <a href="http://www.worldbank.org/eacc" target="_blank">publicado em setembro pelo Banco Mundial</a>. Haroldo Machado Filho, assessor especial de mudanças climáticas do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), considera a estimativa conservadora, pois não agrega gastos com manutenção das medidas.</p>
<p>Outro tema que envolve diretamente os países em desenvolvimento, o mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd) também galgou o topo da agenda climática de 2009.  Até mesmo o Brasil, cujo governo resistia a instrumentos de mercado no Redd, já se mostra aberto a uma fórmula que combine doações e créditos de carbono pelo desmatamento evitado.  A posição brasileira envolverá limites para a quantidade de créditos a ser ofertada aos países do Anexo 1, de modo a não inundar o mercado derrubando os preços do CO2 e evitar que as nações desenvolvidas deixem de investir na conversão de sua matriz energética.  De qualquer maneira, o Redd veio para ficar e faz brilhar os olhos dos negociadores de países do Anexo 1.</p>
<p>O projeto da lei de clima dos EUA, por exemplo, prevê a possibilidade de as empresas cumprirem parte de suas metas com 1 bilhão de toneladas de CO2 ao ano em créditos de offsets de projetos de Redd nos países em desenvolvimento.  Europa e Japão também são potenciais candidatos a comprar créditos.</p>
<p>Mas, novamente, repete-se a perigosa combinação mais que sabida por ambientalistas, governos, empresas e cientistas.  Enquanto cada país justifica com seus interesses domésticos a dificuldade de assinar um acordo ambicioso, o aquecimento acelera-se e diversos cenários preocupantes do relatório de 2007 do IPCC estão se tornando realidade antes do previsto.  Para o bem da vida na Terra, não é hora de a política e a economia prestarem mais atenção aos alertas da ciência?</p>
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		<title>Térmicas não querem compensar emissão de carbono</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 17:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Minc]]></category>
		<category><![CDATA[emissões de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[termelétricas]]></category>

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		<description><![CDATA[Entidades do setor elétrico conseguiram na semana passada uma liminar na Justiça Federal que derruba a instrução normativa do Ibama que condiciona a construção de novas termelétricas movidas a carvão e a óleo à compensação das emissões de carbono com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3636" class="wp-caption alignleft" style="width: 278px"><a href="http://www.biodinamica.bio.br/fotos/grandes/aratu.jpg"><img class="size-medium wp-image-3636" title="Usina Termelétrica Porto de Aratu, Candeias/BA" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/10/aratu-268x198.jpg" alt="Usina Termelétrica Porto de Aratu, Candeias/BA -- www.biodinamica.bio.br" width="268" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Usina Termelétrica Porto de Aratu, Candeias/BA -- www.biodinamica.bio.br</p></div>
<p>Entidades do setor elétrico conseguiram na semana passada uma liminar na Justiça Federal que derruba a instrução normativa do Ibama que condiciona a construção de novas termelétricas movidas a carvão e a óleo à compensação das emissões de carbono com reflorestamento e investimentos em energias renováveis.</p>
<p>O ministério do Meio Ambiente disse que irá recorrer da decisão do juiz José Márcio da Silveira e Silva, da 7ª Vara Federal do Distrito Federal, tomada após pedido da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas, a Associação dos Investidores em Autoprodução (Abiape) e a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia &#8212; <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/10/22/materia.2009-10-22.3373716096/view" target="_blank">como noticia a Agência Brasil.</a></p>
<p>A instrução normativa instituída pelo Ibama em abril deste ano determina que o lincenciamento ambiental desses empreendimentos seja submetido à redução dos impactos de emissões. Segundo cálculos do Ministério do Meio Ambiente, para compensar a construção de uma termelétrica de 100 megawatts de potência, por exemplo, o empreendedor terá que reflorestar três mil hectares, em média 600 mil árvores.</p>
<p><strong>Impasses burocráticos</strong></p>
<p>O juiz que assinou a decisão alega que o Ibama não tem competência para regulamentar a compensação de emissões de carbono.  Já o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que a decisão não se sustenta.  O ministro espera defender a manutenção da regra em uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente de 1986 que, segundo ele, define que o Ibama tem o dever de exigir que os empreendimentos mitiguem seus impactos ambientais.</p>
<p>“Térmicas: preparem-se.  Com ou sem instrução normativa vão ter que plantar milhões de árvores.  Não será uma derrota do clima e uma vitória do carvão”, disse Minc.</p>
<p>O secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, José Domingos Miguez, também <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/25/materia.2009-08-25.7595826052/view" target="_blank">acredita que o Ibama não pode legislar sobre emissões de gases de efeito estufa</a>. Em agosto, representantes de <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/25/materia.2009-08-25.7595826052/view" target="_blank">nove ministérios apresentaram uma carta à Casa Civil</a> pedindo a revogação da instrução.</p>
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		<title>TicTac critica pedido de Dilma</title>
		<link>http://pagina22.com.br/index.php/2009/10/tictac-critica-pedido-de-dilma/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 18:43:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Roussef]]></category>
		<category><![CDATA[gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[TicTacTicTac]]></category>

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		<description><![CDATA[A campanha TicTacTicTac emitiu o seguinte comunicado à imprensa após a notícia de que a ministra Dilma Roussef pediu ao Ministério do Meio Ambiente, no começo da semana, a revisão de números relativos a projeções de emissões brasileiras de gases [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A campanha TicTacTicTac emitiu o seguinte comunicado à imprensa após a notícia de que a ministra Dilma Roussef pediu ao Ministério do Meio Ambiente, no começo da semana, a revisão de números relativos a projeções de emissões brasileiras de gases do efeito estufa:</p>
<p><strong>TicTac faz alerta contra posição refratária do governo brasileiro</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;"><strong>São Paulo, 15 de Outubro de 2009</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;"><strong>Frente à notícia divulgada ontem (14/10/09) de que a ministra Dilma Rousseff exigiu a revisão da proposta apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente para que fosse minimizado o compromisso sugerido de redução das emissões de gases de efeito estufa a ser apresentado durante a CoP 15*, a coordenação da Campanha TicTacTicTac &#8211; tendo em conta as reivindicações expressas em seu manifesto, subscrito por dezenas de organizações representativas dos mais variados setores da sociedade brasileira (anexo) &#8211; vem a público alertar para o que se segue:</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;"><strong>1. O argumento de precisar emitir mais gases de efeito estufa em decorrência de um objetivo de taxas mais elevadas de crescimento econômico coloca o Brasil na contramão da história.  O desenvolvimento econômico é necessário, mas só faz sentido se acompanhado de real melhoria na qualidade de vida, conquistada de forma sustentável.  Inflar o PIB fomentando tecnologias que em breve serão obsoletas impulsiona nosso país para o passado, e não para o futuro.  O desafio que pode de fato ajudar o país é sim o crescimento, mas com qualidade e sustentabilidade.  Com inovação e visão de futuro, que coloquem o Brasil na vanguarda do século XXI.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;"><strong>2. As metas anunciadas pelo Ministério do Meio Ambiente – aparentemente calcadas exclusivamente na contenção do desmatamento – são boas na medida em que acenam com compromissos de que há muito o Brasil precisa, mas totalmente insuficientes.  Por um lado, há consistentes demandas para reduções ainda mais significativas do desmatamento, que devem ser ouvidas.  Por outro, é imprescindível que, além disso, sejam estabelecidas metas de aumento da eficiência (produção versus emissões de gases de efeito estufa) também para os setores energético, de transportes, industrial, agrícola, de serviços e tantos outros.  Serão essas metas que orientarão os investimentos públicos e privados rumo a uma economia moderna e sustentável.  Negá-las é um desserviço ao país e um apego inaceitável ao atraso.  É jogar no lixo as inúmeras oportunidades de empregos “verdes” e de renda em atividades social, econômica e ambientalmente sustentáveis, que hoje se descortinam.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;"><strong>Portanto, requeremos das autoridades brasileiras posturas à altura do momento que vivemos e das suas responsabilidades históricas, perante as presentes e futuras gerações.  Chamamos a atenção especialmente do presidente Lula e dos Ministros responsáveis pela articulação da posição brasileira em Copenhague, para que se guiem pelos reais interesses do país, não se rendendo aos interesses de curto prazo.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;"><strong>É mais do que tempo de os governantes assumirem, aqui e agora, posturas para a construção de um futuro sustentável e digno para todos.</strong></div>
<p><span style="font-weight: normal;">São Paulo, 15 de Outubro de 2009</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Frente à notícia divulgada ontem (14/10/09) de que a ministra Dilma Rousseff exigiu a revisão da proposta apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente para que fosse minimizado o compromisso sugerido de redução das emissões de gases de efeito estufa a ser apresentado durante a CoP 15*, a coordenação da Campanha TicTacTicTac &#8211; tendo em conta as reivindicações expressas em seu manifesto, subscrito por dezenas de organizações representativas dos mais variados setores da sociedade brasileira &#8211; vem a público alertar para o que se segue:</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">1. O argumento de precisar emitir mais gases de efeito estufa em decorrência de um objetivo de taxas mais elevadas de crescimento econômico coloca o Brasil na contramão da história.  O desenvolvimento econômico é necessário, mas só faz sentido se acompanhado de real melhoria na qualidade de vida, conquistada de forma sustentável.  Inflar o PIB fomentando tecnologias que em breve serão obsoletas impulsiona nosso país para o passado, e não para o futuro.  O desafio que pode de fato ajudar o país é sim o crescimento, mas com qualidade e sustentabilidade.  Com inovação e visão de futuro, que coloquem o Brasil na vanguarda do século XXI.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">2. As metas anunciadas pelo Ministério do Meio Ambiente – aparentemente calcadas exclusivamente na contenção do desmatamento – são boas na medida em que acenam com compromissos de que há muito o Brasil precisa, mas totalmente insuficientes.  Por um lado, há consistentes demandas para reduções ainda mais significativas do desmatamento, que devem ser ouvidas.  Por outro, é imprescindível que, além disso, sejam estabelecidas metas de aumento da eficiência (produção versus emissões de gases de efeito estufa) também para os setores energético, de transportes, industrial, agrícola, de serviços e tantos outros.  Serão essas metas que orientarão os investimentos públicos e privados rumo a uma economia moderna e sustentável.  Negá-las é um desserviço ao país e um apego inaceitável ao atraso.  É jogar no lixo as inúmeras oportunidades de empregos “verdes” e de renda em atividades social, econômica e ambientalmente sustentáveis, que hoje se descortinam.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Portanto, requeremos das autoridades brasileiras posturas à altura do momento que vivemos e das suas responsabilidades históricas, perante as presentes e futuras gerações.  Chamamos a atenção especialmente do presidente Lula e dos Ministros responsáveis pela articulação da posição brasileira em Copenhague, para que se guiem pelos reais interesses do país, não se rendendo aos interesses de curto prazo.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">É mais do que tempo de os governantes assumirem, aqui e agora, posturas para a construção de um futuro sustentável e digno para todos.</span></p>
<p><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Carlos Eduardo Cerri fala sobre mitigação de emissões na agricultura</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 17:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[P22 TV]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Eduardo Cerri]]></category>
		<category><![CDATA[emissões]]></category>
		<category><![CDATA[ESALQ/USP]]></category>
		<category><![CDATA[gases do efeito estufa]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Eduardo Cerri, engenheiro agrônomo e professor da ESALQ/USP, fala sobre as práticas de manejo agrícola que ajudam a mitigar emissões de gases do efeito estufa e comenta as vantagens do plantio direto.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Eduardo Cerri, engenheiro agrônomo e professor da ESALQ/USP, fala sobre as práticas de manejo agrícola que ajudam a mitigar emissões de gases do efeito estufa e comenta as vantagens do plantio direto.</p>
<a href="http://pagina22.com.br/index.php/2009/10/carlos-eduardo-cerri-fala-sobre-mitigacao-de-emissoes-na-agricultura/"><p><em>Click here to view the embedded video.</em></p></a>
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