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	<title>Página 22 &#187; espécies exóticas</title>
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	<description>Informações para o novo século</description>
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		<title>Espécies invasoras?</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 15:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<category><![CDATA[abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[Conservation Biology]]></category>
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		<description><![CDATA[O estudo de uma equipe de pesquisadores americanos está despertando polêmica nos círculos da Biologia internacional.  Em seu artigo, publicado na revista Conservation Biology, os professores atribuem valor ecológico às chamadas “espécies invasoras”, que ocupam áreas diferentes de seu ecossistema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estudo de uma equipe de pesquisadores americanos está despertando polêmica nos círculos da Biologia internacional.  Em seu artigo, publicado na revista <em>Conservation Biology</em>, os professores atribuem valor ecológico às chamadas “espécies invasoras”, que ocupam áreas diferentes de seu ecossistema original e são consideradas como a segunda causa de redução de biodiversidade no mundo.  A pesquisa apresenta uma série de benefícios proporcionados por essas espécies, desde o fornecimento de alimento à preparação do hábitat para animais e plantas nativos.</p>
<p>Há cerca de duas décadas, os EUA gastaram milhões de dólares para conter a população de pés de tamarindo, que se multiplicavam no Sudoeste do país.  Biólogos afirmavam que eles absorviam muita água do solo, prejudicando as espécies nativas, abrigos de muitos animais.  Nos últimos anos, porém, descobriu-se que eles não absorvem tanta água quanto se estimava, e mais, passaram a comportar ninhos de pássaros que estariam sob ameaça de extinção.</p>
<p>Outro exemplo são as abelhas, que chegaram ao Novo Mundo com os ingleses no século XVII. Segundo cientistas, seu desaparecimento no continente americano resultaria em graves consequências para os ecossistemas onde atuam.  Mas no Brasil, por exemplo, elas evitam a extinção de porções de floresta isoladas das chuvas, transportando os grãos de pólen.  Martin Schlaepfer, um dos líderes do estudo, afirma a necessidade de desmitificar as espécies exóticas.  “Nós prevemos que a proporção de espécies não nativas vistas como boas ou desejáveis vai aumentar nos próximos anos. O estudo propõe justamente essa reflexão”.</p>
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		<title>Abençoado besouro</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 04:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia Pardini</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[Austrália]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das primeiras coisas que o forasteiro aprende na Austrália é o chamado “aussie salute” ou saudação australiana: um vigoroso espantar de mosca em frente ao rosto. Como um aperto de mão, é quase um boas-vindas a uma terra onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/95492938@N00/267920512/"><img class="alignleft size-medium wp-image-7081" title="http://www.flickr.com/photos/95492938@N00/267920512/" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/04/267920512_29dac4124f-232x198.jpg" alt="http://www.flickr.com/photos/95492938@N00/267920512/" width="232" height="198" /></a>Uma das primeiras coisas que o forasteiro aprende na Austrália é o chamado “aussie salute” ou saudação australiana: um vigoroso espantar de mosca em frente ao rosto. Como um aperto de mão, é quase um boas-vindas a uma terra onde moscas não faltam – em casa, na praia, no restaurante, no meio do <em>outback</em>, lá estão elas. Dizem que já foi muito pior e, por questões sanitárias, lá pelos idos de 1950 era ilegal fazer refeições ao ar livre. Se hoje os australianos tem uma vibrante cultura <em>outdoors</em>, é graças a outro inseto, o besouro rola-bosta. Mas a origem do problema está em ainda outro animal, essencial para um bom churrasco australiano: a vaca.</p>
<p>Antes do início da colonização europeia em fins do século XVIII, o continente não conhecia gado. Havia moscas, sim, mas seus números eram pequenos, pois dependiam dos excrementos da fauna nativa – cangurus, wallabies, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Emu" target="_blank">emus</a> – para reproduzir. Os primeiros colonos trouxeram algumas vacas e um par de bois e, a partir de então, foi a festa para as moscas. Hoje há 27 milhões de cabeças de gado no país. Estima-se que cada vez que uma delas evacua – em média 10 vezes por dia –, proporciona material para que nasçam pelo menos 3 mil moscas. Se todas elas sobrevivessem, comporiam um batalhão de bilhões de moscas, renovável em uma questão de dias.</p>
<p>Os besouros rola-bosta enrolam pequenos pedaços de esterco até formar uma bolinha, que depois enterram para que as fêmeas ponham seus ovos – as larvas nascem ali e se alimentam do esterco. Além de desaparecer com o material onde as moscas colocariam seus ovos, o besouro limpa a pastagem e melhora a qualidade e a estrutura do solo ao reciclar nutrientes – com o efeito colateral de reduzir o uso de fertilizantes. Com tanto gado e nenhum besouro adaptado para o trabalho – as espécies nativas co-evoluíram com marsupiais e não conseguem utilizar o excremento do gado para fazer seu serviço – a Austrália teve de importar.</p>
<p>O entomologista George Bornemissza, da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), foi responsável por um <a href="http://www.csiro.au/solutions/DungBeetles.html" target="_blank">projeto</a> que, de 1969 a 1984, introduziu mais de 50 espécies de besouros. Para evitar que se tornassem pestes – como tantas outras <a href="http://pagina22.com.br/index.php/2010/01/to-beagle-or-not-to-beagle/" target="_blank">espécies exóticas na Austrália</a> –, Bornemissza estabeleceu estações de pesquisa na África e em outros lugares para escolher as espécies que melhor se adaptariam às condições australianas. Hoje, os pecuaristas podem comprar besouros para espalhar em suas pastagens e controlar os números de <em>bush flies</em> que pegam carona nos ventos quentes até as cidades, e de <em>buffalo flie</em>s, mosca que se alimenta do sangue do gado. Em 1989, o Brasil também importou o besouro rola-bosta.</p>
<p>No Egito antigo, o besouro era associado ao deus do Sol, Khepri, a quem se creditava o movimento do sol como uma bola de fogo para cima do horizonte e ao longo do céu até o anoitecer. Hoje o inseto não é mais visto como sagrado, mas pecuaristas, exportadores e processadores de carne australianos, assim como todos nós na cidade que podemos aproveitar nossos convescotes quase sem moscas, deveríamos reverenciá-lo.</p>
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		<title>Invasores mortais</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 03:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Scharf</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[espécies exóticas]]></category>
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Vou pegar carona no último post da Flávia, muito bom, sobre a ofensiva da imigração australiana contra a importação de espécies exóticas.
A Austrália tem toda razão em se empenhar nesse sentido, porque o problema é cabeludo. Estudo divulgado esta semana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_5854" class="wp-caption alignleft" style="width: 199px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-large wp-image-5854" title="juan_fernandez_firecrown" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/01/juan_fernandez_firecrown-189x270.jpg" alt="Coroa-vermelha de Juan Fernandez/foto Rare Birds Yearbook/Peter Hodum" width="189" height="270" /></dt>
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</div>
<p>Vou pegar carona no último <a href="http://pagina22.com.br/index.php/2010/01/to-beagle-or-not-to-beagle/" target="_blank">post </a>da Flávia, muito bom, sobre a ofensiva da imigração australiana contra a importação de espécies exóticas.</p>
<p>A Austrália tem toda razão em se empenhar nesse sentido, porque o problema é cabeludo. <a href="http://www.gisp.org/whatsnew/docs/McGeochetal2010.PDF">Estudo</a> divulgado esta semana por um pool de organizações voltadas para a conservação da biodiversidade fez, pela primeira vez, a contabilidade dos estragos promovidos pelas exóticas.</p>
<p>Ele mostra como espécies invasoras comprometendo a fauna e a flora de 57 países. Foram documentadas 542 espécies introduzidas por acidente ou propositalmente em hábitats conservados  - 316 plantas, 101 organismos marinhos, 44 peixes de água doce, 43 mamíferos, 23 aves e 15 anfíbios.</p>
<p>Dentre as histórias narradas está a do <em>yellowhead</em>, uma ave endêmica da Nova Zelândia que está sendo dizimada pelo aumento da população de ratos. Da mesma forma, um fungo patogênico desconhecido até 1998 mas que se espalha rapidamente parece ser o responsável pela dramática redução das populações de anfíbios em todo o planeta.</p>
<p>O estudo também relata histórias de sucesso, como a do <em>black-vented shearwater</em>, uma ave marinha da Ilha Natividad, na costa do México no Pacífico. Ela estava ameaçada por gatos, cabras e ovelhas trazidos do continente, mas estes foram erradicados da ilha, e a população da ave tem aumentado consistentemente. Num outro episódio, o controle das raposas vermelhas do sudoeste da Austrália, na década passada, permitiu a recuperação das populações do <em>western brush wallaby</em> &#8211; um pequeno canguru -, que puderam sair da lista de espécies ameaçadas da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN).</p>
<p>O “Global indicators of biological invasion: species numbers, biodiversity impact and policy responses” foi elaborado por cientistas do Centre for Invasion Biology (baseado em Stellenbosch University, na África do Sul), da BirdLife International (rede de organizações envolvidas com a conservação das aves) e da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN), sob a coordenação do Global Invasive Species Programme, um esforço conjunto de diversas entidades. A versão divulgada esta semana não detalha boa parte do estudo &#8211; estaria o Brasil incluído? &#8211; mas é suficiente para abrir o apetite de quem acompanha o tema.</p>
<p>Durante o lançamento, os autores do levantamento afirmaram que os números levantados são muito subestimados e que, embora algumas batalhas desse front estejam sendo vencidas e espécies nativas ameaçadas estejam efetivamente sendo protegidas, esta não é a regra geral.</p>
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		<title>Em Brasília, o trator avança</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Dec 2007 19:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>P22</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Aldem Bourscheit 
A sintonia do Congresso com a urgência das mudanças do clima está novamente em xeque.  O Projeto de Lei 6424/2005, do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), chegou à Câmara para permitir plantações de espécies exóticas à Amazônia como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Por Aldem Bourscheit<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A sintonia do Congresso com a urgência das mudanças do clima está novamente em xeque.  O Projeto de Lei 6424/2005, do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), chegou à Câmara para permitir plantações de espécies exóticas à Amazônia como babaçu e dendê em áreas desmatadas do bioma.  Os ruralistas defendem a medida e, mesmo na oposição, de certa forma contam com a mãozinha do governo, interessado em incentivar a expansão do plantio para a produção de biocombustíveis.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O substitutivo, que traz emendas ao texto original, foi apresentado na última semana de novembro pelo deputado Homero Pereira (PR-MT) na Comissão de Agricultura.  É favorável ao &#8216;reflorestamento&#8217; com essas espécies e à compensação fora de microbacias.  Reduz a reserva legal de 80% para 50% e cancela multas de proprietários rurais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A grita ambientalista é de que isso levará a novos desmatamentos e não estimula a recuperação de áreas desflorestadas com árvores nativas, além de permitir que os locais continuem sem matas em troca de compensação em outras paragens.  O Conselho Nacional do Meio Ambiente chegou a recomendar ao governo do Acre que reduza a reserva legal de 80% para 50% em um quinto do estado, onde há propriedades rurais, assentamentos e muitas áreas desmatadas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas o PL 6424 ainda tem longo caminho pela frente.  Novas emendas poderão ser apresentadas durante cinco sessões de plenário.  O texto retorna em seguida para a Comissão de Meio Ambiente e avança para a Comissão de Constituição e Justiça e plenário da Câmara.  Terá apreciação final no Senado, possivelmente, em 2008, na volta do recesso parlamentar.</div>
<div>Por Aldem Bourscheit<span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div></div>
<div>A sintonia do Congresso com a urgência das mudanças do clima está novamente em xeque.  O Projeto de Lei 6424/2005, do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), chegou à Câmara para permitir plantações de espécies exóticas à Amazônia como babaçu e dendê em áreas desmatadas do bioma.  Os ruralistas defendem a medida e, mesmo na oposição, de certa forma contam com a mãozinha do governo, interessado em incentivar a expansão do plantio para a produção de biocombustíveis.</div>
<div></div>
<div>O substitutivo, que traz emendas ao texto original, foi apresentado na última semana de novembro pelo deputado Homero Pereira (PR-MT) na Comissão de Agricultura.  É favorável ao &#8216;reflorestamento&#8217; com essas espécies e à compensação fora de microbacias.  Reduz a reserva legal de 80% para 50% e cancela multas de proprietários rurais.</div>
<div></div>
<div>A grita ambientalista é de que isso levará a novos desmatamentos e não estimula a recuperação de áreas desflorestadas com árvores nativas, além de permitir que os locais continuem sem matas em troca de compensação em outras paragens.  O Conselho Nacional do Meio Ambiente chegou a recomendar ao governo do Acre que reduza a reserva legal de 80% para 50% em um quinto do estado, onde há propriedades rurais, assentamentos e muitas áreas desmatadas.</div>
<div></div>
<div>Mas o PL 6424 ainda tem longo caminho pela frente.  Novas emendas poderão ser apresentadas durante cinco sessões de plenário.  O texto retorna em seguida para a Comissão de Meio Ambiente e avança para a Comissão de Constituição e Justiça e plenário da Câmara.  Terá apreciação final no Senado, possivelmente, em 2008, na volta do recesso parlamentar.</div>
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