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	<title>Página 22 &#187; eólica</title>
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	<description>Informações para o novo século</description>
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		<title>Saara na era do pós-petróleo</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 12:52:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Limpar quase metade da matriz energética em menos de dez anos parece meta de país desenvolvido e com tecnologia de sobra em fontes menos poluidoras. Mas foi um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, a Argélia, que surpreendeu a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10814" class="wp-caption alignleft" style="width: 400px"><a href="http://www.photoxpress.com/stock-photos/person/man/black/6146042"><img class="size-large wp-image-10814" title="argelia" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2011/01/argelia-390x270.jpg" alt="Foto de “Primabild” via photoxpress" width="390" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de “Primabild” via photoxpress</p></div>
<p>Limpar quase metade da matriz energética em menos de dez anos parece meta de país desenvolvido e com tecnologia de sobra em fontes menos poluidoras. Mas foi um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arg%C3%A9lia" target="_blank">Argélia</a>, que surpreendeu a comunidade internacional ao anunciar uma série de medidas para chegar a 2020 produzindo 40% de toda a sua energia a partir de fontes renováveis.</p>
<p>São cerca de 60 projetos em tecnologias limpas, com destaque para os que aproveitam o potencial de energia solar e eólica de um dos melhores campos de prova do mundo para isso: o deserto do Saara. Em dezembro do ano passado, a Argélia fechou uma parceria com o <a href="http://www.desertec.org/en/" target="_blank">Desertec Industrial Initiative</a>, projeto da Europa que pretende aproveitar o potencial de geração de eletricidade em regiões desérticas do mundo.</p>
<p>Até 2012, deve entrar em operação a primeira fazenda eólica do país, em uma área de 30 hectares na região do sudoeste argelino. Mas um dos projetos mais ambiciosos é a construção de Boughzoul, a primeira cidade verde do norte africano. A 170 km da capital Argel, planeja abrigar mais de 400 mil habitantes.</p>
<p>A conclusão das obras deve ocorrer em 2025 e, segundo o governo, Boughzoul deve servir de modelo para a reorganização futura de todas as demais cidades do país. “A Argélia tem estado atrasada no desenvolvimento de seu setor de energias renováveis, mas, acelerando o lançamento dos projetos, achamos que podemos nos recuperar”, afirmou Omar Bouhadjar, gerente de pesquisa do Centro de Desenvolvimento de Energias Renováveis da Argélia (<a href="http://www.cder.dz/" target="_blank">CDER</a>).</p>
<p>Cachorro grande?</p>
<p>A estratégia argelina surpreende principalmente pelo fato de que, entre as metas mais ambiciosas, predominam países ricos – com exceção da <a href="http://pagina22.com.br/index.php/2010/05/we-love-costa-rica/" target="_blank">Costa Rica</a>, que pretende zerar suas emissões de carbono até 2021. A Alemanha assumiu os objetivos de tornar renovável 100% de sua matriz até 2050. Portugal quer chegar aos 31% também em 2020. França e Espanha foram convocadas para liderar os investimentos de 52 bilhões de euros anuais (cerca de 115 bilhões de reais) que a União Europeia anunciou para os próximos dez anos.</p>
<p>O plano parece ainda mais desafiador quando se analisa a relação bastante íntima que o país africano tem com os combustíveis fósseis. Mais de 95% das exportações do país são movimentadas pelo setor dos hidrocarbonetos. A Argélia possui a sétima maior reserva de gás natural do mundo, sendo seu segundo maior exportador. Membro da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_dos_Pa%C3%ADses_Exportadores_de_Petr%C3%B3leo" target="_blank">OPEP</a> desde 1969, ainda conta com a 14ª maior reserva de petróleo do planeta.</p>
<p>O ministro da energia argelino, Youcef Yousfi, foi enfático na defesa do plano: “o principal objetivo dessa nova política é preparar o país para a era pós-petróleo”.</p>
<p>Mas, por aqui&#8230;</p>
<p>No Brasil, porém, os planos para investimentos em energia parecem assumir uma direção diferente. Em seu plano decenal (PDE), publicado no ano passado, o Ministério das Minas e Energia direcionou mais de 70% dos recursos para os setores de petróleo e gás, algo em torno de 670 bilhões de reais. Os valores destinados às fontes solar e eólica juntas não somam 2% dos recursos.</p>
<p>O PDE destaca, no entanto, a manutenção da “renovabilidade” da matriz energética brasileira, afirmando que a principal fonte para atender a expansão da demanda do setor elétrico continuará a ser a hidreletricidade. Talvez seja justamente essa ideia que acabe por inibir a inovação em outras áreas e o desenvolvimento de tecnologias alternativas além do que já é feito, por exemplo, com o etanol.</p>
<p>Leia mais sobre diversificação da matriz energética brasileira na reportagem “<a href="http://pagina22.com.br/index.php/2010/12/etanol-e-tudo/" target="_blank">Etanol é tudo?</a>”, da edição 48 de <strong>Página22</strong>.</p>
<p>Causa até mesmo inveja. Para completar o pacote, em junho deste ano, a Argélia ainda pretende concluir o protótipo do primeiro painel fotovoltaico produzido inteiramente em território nacional, devendo atingir escala industrial a partir de 2013 e, assim, reduzindo os custos de captação da energia solar no país. A ideia é ainda concorrer com os principais fornecedores da UE, Estados Unidos e Japão. Enquanto isso, em Brasília, Belo Monte, Angra 3 e Pré-sal correm “a todo vapor”. Aliás, expressão mais oportuna do que nunca.</p>
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		<title>Vento + Sol = Ovo de Colombo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 03:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Scharf</dc:creator>
				<category><![CDATA[De lá pra cá]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[eólica]]></category>
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O negócio, dizia o craque Gerson, na famigerada publicidade de cigarros dos anos 70, é “levar vantagem em tudo, certo?”. Nesse caso, por que usar só a energia eólica, se podemos explorar o vento e o sol ao mesmo tempo?
Várias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=3S_uJuYSPZw"><br />
</a></p>
<div id="attachment_4197" class="wp-caption alignleft" style="width: 275px"><a href="http://www.bluenergyusa.com/"><img class="size-full wp-image-4197 " title="prod_turbine" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2009/11/prod_turbine.jpg" alt="Turbina da Bluenergy" width="265" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">Turbina da Bluenergy</p></div>
<p>O negócio, dizia o craque Gerson, na famigerada publicidade de cigarros dos anos 70, é “levar vantagem em tudo, certo?”. Nesse caso, por que usar só a energia eólica, se podemos explorar o vento e o sol ao mesmo tempo?</p>
<p>Várias empresas estão apostando nessa sinergia para baratear a geração e tornar seus produtos competitivos num mercado cada vez mais disputado. Uma das vantagens dessa associação é que, em várias partes do mundo, como aqui nos Estados Unidos, há mais vento nos meses de inverno, quando a insolação é menor. Assim, o sistema tem condições de gerar energia o ano inteiro.</p>
<p>Um exemplo dessa estratégia é dado pela <a href="http://www.bluenergyusa.com/">Bluenergy</a>, empresa daqui de Santa Fe que desenvolveu um modelo em que uma dupla hélice é disposta na vertical e cobertas por células fotovoltaicas. O sistema é capaz de produzir 1.100 quilowatts-hora por mês, sendo pouco mais de um quarto de origem solar. Barato não é: sai por US$ 35 mil instalado.</p>
<p>Outro exemplo é o grupo <a href="http://www.moncadaenergy.com/home2.htm">Moncada</a>, gerador de energias alternativas e baseado na Sicília, sul da Itália. A empresa vai instalar módulos fotovoltaicos embaixo das turbinas do seu parque eólico, aumentando a sua capacidade de geração, que hoje supera 100 megawatts,  em 400 megawatts. Isso permitirá à empresa maximizar a utilização da infraestrutura já disponível. Leia mais a respeito <a href="http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=wind-and-solar-in-sicily" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Os sistemas híbridos também têm sido utilizados para abastecer comunidades isoladas na Índia e sistemas de iluminação pública em Hong Kong.<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3S_uJuYSPZw&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/3S_uJuYSPZw&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Alguém tem notícia da adoção desse mix de energias no Brasil? <strong> </strong></p>
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