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	<title>Página 22 &#187; Clima</title>
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	<description>Informações para o novo século</description>
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		<title>Cobranças e incoerências</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 22:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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De acordo com um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há menos de um ano e meio do fim do primeiro período de compromissos de Kyoto, dois relatórios mostram novamente que os países ricos cobram muito das nações em desenvolvimento, mas pecam na coerência de suas ações.</p>
<p>De acordo com um<a href="http://www.wri.org/stories/2011/05/have-countries-delivered-fast-start-climate-finance?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed:+WRI_News_and_Views+(World+Resources+Institute+(WRI)+Articles+and+Stories)&amp;utm_content=Google+Reader" target="_blank"> trabalho</a> do Instituto de Recursos Mundiais (WRI), publicado no fim de maio, parte substancial do montante de US$ 30 bilhões prometido pelos países ricos para financiar ações de mitigação e adaptação em nações pobres de 2010 a 2012 não será dinheiro novo nem adicional, conforme compromisso anunciado em dezembro de 2009 em Copenhague.</p>
<p>Além da inclusão no “dinheiro novo” de recursos já anunciados antes de Copenhague – como nos casos dos EUA, do Reino Unido e do Japão –, o WRI afirma que tem sido muito difícil monitorar o cumprimento da promessa: “(&#8230;) as informações não são totalmente comparáveis, transparentes, nem completas&#8230;”.</p>
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		<title>5 graus a mais?</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 22:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tem ares surreais a conclusão do outro estudo, publicado em junho pelo Instituto de Meio Ambiente de Estocolmo, na Suécia. Depois de examinar quatro trabalhos recentes que comparam compromissos de mitigação dos gases-estufa entre países ricos e em desenvolvimento assumidos nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem ares surreais a conclusão do outro estudo, publicado em junho pelo <a href="seiinternational.Org/publications" target="_blank">Instituto de Meio Ambiente de Estocolmo</a>, na Suécia. Depois de examinar quatro trabalhos recentes que comparam compromissos de mitigação dos gases-estufa entre países ricos e em desenvolvimento assumidos nos Acordos de Cancún (dezembro de 2010), o instituto infere que os cortes nas emissões dos primeiros seriam menos volumosos que nas dos segundos.</p>
<p>Mais aterrorizadora, ainda, é a avaliação de que os cortes prometidos não serão suficientes para evitar aumento na temperatura média da Terra acima de 2 graus.  Poderá mesmo subir em até 5 graus.</p>
<p>Os suecos observam que suas conclusões não significam que os compromissos dos países em desenvolvimento são excessivos. Acreditam que, além da necessidade de melhora substancial nas metas dos países ricos, é possível ampliar a redução nas emissões dos países em desenvolvimento com apoio financeiro e tecnológico das nações mais prósperas, de modo que o aumento na temperatura fique entre 1,5 grau e 2 graus.</p>
<p>Entre tantas discrepâncias, as conclusões dos documentos do WRI e do instituto sueco são coerentes com o ceticismo que marcou a nova rodada de negociações da Convenção do Clima ocorrida em junho em Bonn, na Alemanha.  Houve, sim, evoluções tópicas, como no tema da transferência de tecnologia, mas não se avançou nos eixos centrais das negociações climáticas: o futuro de Kyoto após 2012, os compromissos de cortes nas emissões no período 2013-2020 e o financiamento das ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas das nações em desenvolvimento.</p>
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		<title>O clima: um planeta e os homens</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 18:23:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em um livro singular, a visão livre de eminentes cientistas franceses sobre a mudança climática
Este é o título de um livro fora do comum que procura dar uma resposta à questão fundamental: “Qual a influência humana sobre o aquecimento climático?” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em um livro singular, a visão livre de eminentes cientistas franceses sobre a mudança climática</em></p>
<p><a href="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2011/05/analise.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-12326" title="analise" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2011/05/analise-365x270.jpg" alt="analise" width="365" height="270" /></a>Este é o título de um livro fora do comum que procura dar uma resposta à questão fundamental: “Qual a influência humana sobre o aquecimento climático?” [1] Os seus 26 autores são eminentes cientistas franceses, na sua maioria membros do <a href="http://www.clubdesargonautes.org" target="_blank">Clube dos Argonautas</a>. Todos aposentados, atuam com a máxima liberdade de pensamento.</p>
<blockquote><p>[1] Climat – une planète et des hommes, quelle influence humaine sur le changement climatique?, obra coletiva, coordenada sob a direção de Aline Chabreuil e Michel Petit, com apresentação de Erik Orsenna e Michel Petit, Paris: Le Cherche Midi, 2011.</p></blockquote>
<p>O primeiro capítulo do livro resume as mudanças climáticas do passado e suas consequências para o desenvolvimento da vida no nosso planeta.  O segundo descreve as características essenciais dos sistemas climáticos, enquanto o terceiro apresenta os argumentos que permitem pensar na possibilidade de uma mudança climática mundial provocada por atividades humanas.  A partir daí, são avaliados os riscos das mudanças climáticas suscetíveis de ocorrer no século atual, as suas consequências e as medidas que podem (e devem) ser tomadas para minorar seu impacto.  O último capítulo procura entender o porquê e as razões subjetivas da paixão que se exprime nos debates sobre o clima.</p>
<p>O livro traz uma mensagem de solidariedade ao Grupo dos Peritos Intergovernamentais sobre a Evolução do Clima, conhecido pela sigla Giec, recente alvo de fortes ataques por parte de certos cientistas e da mídia.  Segundo os autores, a ofensiva contra o Giec lembra o costume antigo que consistia em exterminar o mensageiro portador de notícias ruins.  A conclusão é inequívoca: “Se o Giec não existisse&#8230; seria necessário inventá-lo” (pág.  304).</p>
<p>Dois antigos primeiros-ministros franceses, Michel Rocard e Alain Juppé – este último recém-nomeado ministro das Relações Exteriores –, concederam aos organizadores do volume entrevistas convergentes, em que pesem as diferenças políticas que os separam.  Ao tomarmos consciência da ameaça climática, devemos privilegiar políticas favoráveis a uma mudança da sociedade, aprendendo a viver de outra maneira: diminuir o consumo da energia e, ao mesmo tempo, incentivar as fontes renováveis.</p>
<p>O livro não procura esconder as graves ameaças potenciais, resultantes das mudanças climáticas, porém diverge radicalmente do pensamento dos catastrofistas.  A sua mensagem central é: “Geonautas, estamos descobrindo que embarcamos numa nave que devemos aprender a pilotar para garantir a sua habitabilidade para a espécie humana” (pág.  285).</p>
<p>Na impossibilidade de resumir em poucas linhas a rica matéria do livro, que merece uma tradução rápida para o benefício dos leitores brasileiros, no que segue vou me limitar a comentar a reflexão filosófica de Bruno Voituriez, oceanógrafo e presidente do Clube dos Argonautas, que reata com o conceito de evolução criadora de Henri Bergson (págs.  282 a 286).</p>
<p>O homem, ator não exclusivo da evolução da Terra, deve assumir as suas responsabilidades.  A Terra não é uma deusa.  Tampouco se deve sacralizar ou demonizar os homens, a exemplo de alguns adeptos da ecologia profunda.</p>
<p>Cabe aos homens tomar humildemente o seu futuro em mãos com os meios intelectuais e técnicos de que dispõem, valendo-se ainda dos recursos variados que a natureza lhes oferece.  Sabemos que estes são limitados, mas isso não deve impedir a sua utilização.  É normal que defendamos com prioridade a nossa existência e as nossas condições de vida.  Porém, sabemos ainda que o determinismo absoluto não existe e todas as nossas previsões comportam uma margem de incerteza.  Não podemos ter a garantia absoluta de que saberemos manter na Terra um hábitat decente para os quase 7 bilhões que já somos e para os nossos sucessores que serão mais numerosos.</p>
<p>Para reduzir as imprecisões, o primeiro dever dos “geonautas” é conhecer e compreender melhor o funcionamento da nave espacial Terra, para tentar prever a evolução do sistema e, assim, reduzir tais incertezas que pesam sobre o nosso destino.  “O saber é o futuro do homem” (pág.  285).  Uma “geoscopia” permanente é o instrumento indispensável aos geonautas responsáveis e o alicerce sobre o qual os homens poderão desenvolver as tecnologias necessárias para administrar melhor a habitabilidade de sua casa.  Sem perder de vista que a população continua a aumentar, a Terra, indiferente, mantém-se nos seus limites, as mudanças climáticas estão ocorrendo e os ajustes e as adaptações não se farão sem sobressaltos.  “Assim caminha o Universo e a vida que dele resulta&#8230; Homem, ajuda-te, porque o céu não te ajudará!” (pág.  286).</p>
<p>A condição para tanto é que se instaure uma cooperação internacional livre de ideologias, nacionalismos e interesses particulares.  Esperemos que a segunda Cúpula da Terra que se reunirá no Rio de Janeiro em 2012 constitua um passo nesta direção.</p>
<p><em>*Ecossocioeconomista da École des Hautes Études en Sciences Sociales.</em></p>
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		<title>De Hopenhagen à Rio +20</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Mar 2011 16:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passado mais de um ano desde a COP-15,  a rede Hopenhagen, criada durante a conferência, está organizando uma pesquisa para saber o que as pessoas engajadas durante o evento têm feito para reduzir seu impacto sobre o meio ambiente.
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11290" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.everystockphoto.com/photo.php?imageId=6670033&amp;s=1#top"><img class="size-full wp-image-11290" title="hopenhagen" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2011/03/hopenhagen.jpg" alt="Foto de &quot;firehawk77&quot; via stock.xchng" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de &quot;firehawk77&quot; via stock.xchng</p></div>
<p>Passado mais de um ano desde a COP-15,  a rede <a href="http://www.hopenhagen.org/home/map" target="_blank">Hopenhagen</a>, criada durante a conferência, está organizando uma <a href="http://hopenhagen.ztasps.com/ogilvy40/wmws/HNHG/1298561415844_517/w545.php?custcode=HNHG&amp;bid=484345&amp;pbid_=484345&amp;pemail=leeward_wang@hotmail.com" target="_blank">pesquisa</a> para saber o que as pessoas engajadas durante o evento têm feito para reduzir seu impacto sobre o meio ambiente.</p>
<p>A ideia é reorganizar a rede e prepará-la para a Rio +20, que promete ser palco de decisões importantes sobre a questão climática. No questionário, são abordados temas como os tipos de ações de mitigação realizadas desde então, além de outras questões mais subjetivas, como discussões sobre um futuro melhor e a importância do engajamento para a mobilização dos líderes mundiais.</p>
<p>“Você se tornou mais ativo no seu bairro ou comunidade? Você acredita que o mundo ouviu a nossa mensagem de esperança? Estamos à procura de suas histórias &#8211; e sua contribuição para nos ajudar a planejar”, ressalta o informe da pesquisa.</p>
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		<title>We love Costa Rica!</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 21:43:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A nova secretaria-executiva da Convenção do Clima é costarriquenha. A diplomata Christiana Figueres substituirá Yvo de Boer, que pediu demissão no ano passado após o fracasso da reunião de Copenhague. A gente não sabe quase nada sobre ela, mas ficamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7488" class="wp-caption aligncenter" style="width: 334px"><a href="http://www.flickr.com/photos/atbaker/398485603/"><img class="size-large wp-image-7488  " title="arenal" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/05/arenal-405x270.jpg" alt="O vulcão Arenal, uma das atrações da Costa Rica / Foto de Adam Baker via Flickr" width="324" height="216" /></a><p class="wp-caption-text">O vulcão Arenal, uma das atrações da Costa Rica / Foto de Adam Baker</p></div>
<p>A nova secretaria-executiva da Convenção do Clima é costarriquenha. A diplomata Christiana Figueres substituirá Yvo de Boer, que pediu demissão no ano passado após o fracasso da reunião de Copenhague. A gente não sabe quase nada sobre ela, mas ficamos animados com a novidade, porque é justo que seu país ganhe destaque, bem como a história que se segue.</p>
<p>Pouco antes da COP15, quando começou a corrida das metas de redução de carbono para todos os grandes países, ninguém mais se lembrava que o ganhador já tinha se anunciado muito antes. O compromisso da Costa Rica (lá em 2007, salvo engano) foi cabal de largada: zero carbono. O prazo estipulado foi 2021.</p>
<p>Parece impossível? Pois em matéria de energia limpa, essa nação pequenina é gigante. O caminho vem sendo empreender um esforço de reflorestamento inédito no mundo, de forma que as florestas sejam capazes de reabsorver, por meio da fotossíntese, todo carbono gerado no país.</p>
<p>A Costa Rica vem perseguindo esse objetivo desde o início dos anos 80, quando o governo passou a remunerar empresas e proprietários rurais que garantissem a conservação dos recursos naturais. É a história dos pagamentos por serviços ambientais, tema da <a href="http://pagina22.com.br/index.php/category/revista/01/" target="_blank">edição de número 1 de Página 22</a> – a gente já achava uma baita novidade, mas para a Costa Rica era notícia velha.</p>
<p>A terra devastada para dar lugar ao café e ao gado foi sendo gradativamente recuperada e hoje a vegetação natural ocupa 52% do território. O ecoturismo, como se pode imaginar, é um baita componente da economia e os parques nacionais respondem por quase 6% do PIB.</p>
<p>E tem muitos outros atributos com os quais a Costa Rica pode esnobar o mundo inteiro: não tem exército, os ministérios de Meio Ambiente e Minas e Energia são brilhantemente a mesma pasta (<a href="http://pagina22.com.br/index.php/2006/10/uma-equacao-politica/" target="_blank">veja entrevista exclusiva que fizemos com o ministro em 2006</a>), e a participação de energias renováveis na matriz elétrica deles bate 98%, uma marca que deixa até o Brasil no chinelo.</p>
<p>Nesse rumo de carbono zero nem o espaço urbano escapa. A capital San José vem sendo revitalizada pelo projeto <a href="http://wvw.nacion.com/ln_ee/2006/agosto/06/opinion7.html" target="_blank">Floresta Urbana</a>, que além de compreender mais parques e praças, recobre muros, calçadas e postes de um tecido vegetal. Também falamos sobre isso na reportagem <a href="http://pagina22.com.br/index.php/2008/12/semear-cidades/" target="_blank">Semear cidades</a> (leia mais no box “Trama verde” ao pé da página).</p>
<p>Enfim, desejamos toda sorte do mundo a Christiana Figueres! Ela vai precisar&#8230;</p>
<p><em>Em tempo: Depois da Costa Rica, outras nações miúdas se comprometeram com a meta de zerar emissões, como Mônaco, Islândia e Noruega. <a href="http://www.unep.org/" target="_blank">A ONU mantém uma rede</a> de países e cidades em torno desse objetivo.</em></p>
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		<title>Clima de colaboração</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 18:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É com colaboração que sete veículos de comunicação americanos pretendem combater os elementos que vão contra uma boa cobertura sobre as mudanças climáticas e trazer informação de qualidade aos leitores.  Lançada em abril, a Climate Desk junta os esforços das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É com colaboração que sete veículos de comunicação americanos pretendem combater os elementos que vão contra uma boa cobertura sobre as mudanças climáticas e trazer informação de qualidade aos leitores.  Lançada em abril, a <a href="http://climatedesk.org" target="_blank">Climate Desk</a> junta os esforços das revistas The Atlantic, Mother Jones e Wired, dos websites Grist e Slate, do programa da TV pública Need to Know e da ONG Centre for Investigative Reporting.</p>
<p>O que os levou a colaborar em vez de competir, dizem os editores, é o fato de que as mudanças climáticas e seus impactos humanos, ambientais, econômicos e políticos são uma &#8220;história fascinante e importante&#8221;, mas que &#8220;não tem sido bem contada&#8221;.</p>
<p>Por trás da Climate Desk está a ideia de apenas uma editoria – ou desk, em inglês – para tratar de assuntos conectados pelas mudanças climáticas, no lugar de compartimentalizar a cobertura em editorias de ciência, tecnologia, política, negócios etc. Em vez da preferência da cobertura tradicional a notícias sobre a vida selvagem ou o &#8220;debate&#8221; sobre a existência das mudanças climáticas, os parceiros prometem centrar-se no que consideram a notícia mais importante: &#8220;Como vamos enfrentar, mitigar ou nos adaptar&#8221; a essas mudanças.</p>
<p>Os resultados dos esforços conjuntos são publicados pelos parceiros e no <em>website</em>. A primeira série trouxe reportagens sobre como as empresas estão se adaptando à mudança climática, mas os editores garantem que as próximas podem incluir críticas à ciência climática ou a grupos que advogam a ação para mitigá-la.  &#8220;Nosso único dogma é o bom jornalismo&#8221;.</p>
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		<title>Política de clima é incoerente, dizem ONGs</title>
		<link>http://pagina22.com.br/index.php/2010/05/politica-de-clima-e-incoerente-dizem-ongs/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 16:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório do Clima]]></category>
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		<description><![CDATA[Do Observatório do Clima:
O governo vive uma profunda contradição em relação à política de clima no Brasil.  Ao mesmo tempo em que anuncia metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e de desmatamento, age para alterar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do <a href="http://oc.org.br" target="_blank">Observatório do Clima</a>:</p>
<p><a href="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Telefone-sem-fio.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7224" title="Telefone sem fio" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Telefone-sem-fio-277x198.jpg" alt="Telefone sem fio" width="277" height="198" /></a>O governo vive uma profunda contradição em relação à política de clima no Brasil.  Ao mesmo tempo em que anuncia metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e de desmatamento, age para alterar o Código Florestal, projeta obras civis de grande impacto socioambiental na Amazônia e ainda deixa de fora a sociedade na hora de tomar as decisões principalmente sobre a matriz energética nacional.  Essas foram algumas das principais críticas feitas pelas 36 ONGs que atuam na questão climática durante o seminário realizado nesta quarta (5) em Brasília pelo Observatório do Clima.  (<a href="http://www.oc.org.br/">www.oc.org.br</a>)</p>
<p>O evento reuniu 200 participantes entre especialistas e membros do governo na tentativa de abrir espaço para que a sociedade civil possa participar do processo de regulamentação da lei que estabelece a Política Nacional sobre Mudança do Clima (12.187/09), sancionada no final do ano passado.  A promessa do governo era a de que a regulamentação se daria por meio de grupos de trabalho até o final de março deste ano, o que não ocorreu até agora.  Para contribuir, o Observatório do Clima prepara um documento com sugestões ao governo a ser colocado em consulta pública nas próximas semanas.</p>
<p>De acordo com o coordenador do Observatório do Clima, André Ferretti, as discussões públicas sobre a implementação da lei estão atropeladas pela corrida eleitoral.  ‘’Não se pode comprometer a qualidade do plano de ação climática do país – que orientará o futuro desenvolvimento econômico nacional – pelos interesses eleitorais imediatos’’, afirmou.</p>
<p><strong>Energia</strong></p>
<p>Karen Suassuna, do WWF Brasil, criticou as incoerências entre as projeções de metas assumidas pelo Brasil na Política Nacional sobre Mudança no Clima as o Plano Nacional de Energia de 2030 e o Plano Nacional de Energia de 2030.  ‘’O setor energético ainda é muito refratário à participação construtiva da sociedade civil nas discussões de energia.  O governo injetou muita gordura nas projeções de energia, mais do que o crescimento real das emissões’’, disse ela.  A falta de acesso da sociedade civil no planejamento energético não permite que falhas como essa sejam discutidas de modo transparente.  ‘’O governo tem de ouvir a sociedade’’, finalizou.</p>
<p><strong>Nota da redação: Em maio de 2009, Página 22 investigou por que as ONGs não conseguem estabelecer um canal de diálogo com o governo no setor de energia, mesmo expandindo o número de técnicos de ciências exatas em seus quadros e investindo em parcerias com grandes universidades, como a USP e a Unicamp. O resultado você confere na reportagem <a href="http://http://pagina22.com.br/index.php/2009/05/telefone-sem-fio/">Telefone sem fio</a>.</strong></p>
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		<title>Tempo + tempo = clima</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 09:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavia Pardini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Flavia Pardini]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.visibleearth.nasa.gov/view_rec.php?id=590"><img class="alignleft size-medium wp-image-5892" title="http://www.visibleearth.nasa.gov/view_rec.php?id=590" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/01/PIA00729_md-204x198.jpg" alt="http://www.visibleearth.nasa.gov/view_rec.php?id=590" width="204" height="198" /></a>Todo mundo sabe que não se deve usar um evento isolado, como uma mera onda de calor, para argumentar que a mudança climática é real e bate à nossa porta. Mas desde que cheguei de volta à Austrália, há 10 dias, tem sido difícil manter isso em mente. A previsão do tempo para ontem era de sol e calor. Para hoje, sol e muito calor. Ontem foram 35 graus, hoje, 38. Dias atrás, lavei uma batelada de roupa e estendi no varal. Em menos de uma hora, estavam todas secas. Trata-se da estação seca por aqui –  há mais ou menos 60 dias não cai uma gota de água do céu – e minha horta não viveu para contar a história. Dentro de casa, sem isolamento térmico ou ar-condicionado, o efeito estufa rola solto – no meu delírio calorífico, apenas um aperitivo para o que trarão as mudanças do clima.</p>
<p>Há uma grande diferença entre tempo – cuja previsão corremos, ou pelo menos eu corro, para checar todos os dias no jornal ou na web – e clima. <a href="http://www.nasa.gov/mission_pages/noaa-n/climate/climate_weather.html" target="_blank">Segundo a Nasa</a>, a diferença é uma medida de tempo. A meteorologia trabalha com mudanças de curto prazo – de minutos a meses – na atmosfera, por exemplo aquelas que fazem a roupa do varal secar, ou não, em minutos. Já os climatologistas estudam os padrões médios do tempo em uma determinada região durante um longo período, em geral mais de 30 anos.</p>
<p>Pois bem, aqui na Austrália, tempo e clima parecem estar em sincronia. O ano de 2009 foi o segundo mais quente desde 1910, <a href="http://www.bom.gov.au/announcements/media_releases/climate/change/20100105.shtml">anunciou o Bureau de Meteorologia</a> no início de janeiro. Desde os anos 40 do século passado, cada década tem sido mais quente do que a anterior e a de 2000 a 2009 bateu todos os recordes. Na análise das temperaturas diárias desde 1960, o Bureau detectou tendência crescente no número de eventos “quentes” e decrescente no de eventos “frios”, o que é “consistente com o cenário de mudanças climáticas”.</p>
<p>Apesar dessa sincronia, ainda tem muito australiano que desconfia dos climatologistas. Em uma conferência no ano passado, uma representante do Bureau de Meteorologia contou que, no contato com as comunidades rurais em Western Australia para informá-las sobre as mudanças climáticas, é primeiro preciso responder a um sem-fim de perguntas sobre como vai ser o tempo no dia seguinte ou daqui a uma semana. E um pesquisador da Curtin University apresentou dados que mostram que a maioria dos agricultores do estado não acredita que as mudanças climáticas sejam decorrentes das atividades humanas.</p>
<p>Confesso que minhas boas ações ambientais durante o resto do ano se esvaem no verão: tudo o que quero é um ar-condicionado. Mesmo sabendo que provavelmente o conjunto de todos os ares-condicionados funcionando em pleno vapor no verão australiano só contribui – embora esteja longe de ser o fator mais importante – para que os verões fiquem cada vez mais quentes. E assim vamos vivendo hoje o tempo que será o clima de amanhã – aqui e alhures. Da minha estufa particular, acompanho de longe o drama semelhante que se desenrola em São Paulo com tanta chuva em 2009 e nesse primeiro mês de 2010.</p>
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		<title>Evo no clima</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 17:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<description><![CDATA[O presidente da Bolívia, Evo Morales, convocou uma reunião como alternativa à fracassada cúpula de Copenhague.  As datas para o encontro já foram escolhidas, serão os dias 20, 21 e 22 de abril, em Cochabamba.  Evo convidou governos &#8220;que queiram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/01/evo.JPG"><img class="alignright size-large wp-image-5771" title="evo" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2010/01/evo-374x270.jpg" alt="evo" width="374" height="270" /></a>O presidente da Bolívia, Evo Morales, convocou uma reunião como alternativa à fracassada cúpula de Copenhague.  As datas para o encontro já foram escolhidas, serão os dias 20, 21 e 22 de abril, em Cochabamba.  Evo convidou governos &#8220;que queiram trabalhar para seus povos&#8221;, ativistas, ambientalistas, cientistas, movimentos sociais e povos indígenas de todo o mundo para aquilo que vem sendo chamada de &#8220;conferência do clima alternativa&#8221;.</p>
<p>O presidente boliviano afirmou que um dos principais objetivos desse novo encontro é pressionar os países industrializados a aceitarem o fato de que eles têm um &#8220;débito climático&#8221; com os países pobres.  Além disso, pretende incluir uma proposta universal para os direitos da mãe Terra e outra sobre transferência de tecnologia.</p>
<p>Será que Morales estará disposto a discutir a dependência dos combustíveis fósseis na economia boliviana? </p>
<p>O jeito é aguardar para ver o que de concreto poderá ser aproveitado dessa reunião em Cochabamba, e torcer para que a pressão global não seja aliviada até a COP16, no México.</p>
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		<title>Um vídeo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 19:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Capra]]></category>
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		<description><![CDATA[Na série de televisão “The Unchained Goddess” sobre meteorologia, o cineasta Frank Capra expõe a relação entre o aumento da emissão de gases e o da temperatura no planeta. Mas isso foi em 1958.
Para quem há pouco tempo começou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na série de televisão “The Unchained Goddess” sobre meteorologia, o cineasta Frank Capra expõe a relação entre o aumento da emissão de gases e o da temperatura no planeta. Mas isso foi em 1958.</p>
<p>Para quem há pouco tempo começou a ouvir falar sobre o aquecimento global, é difícil imaginar quão antigas são as primeiras pesquisas e as primeiras evidências da mudança climática. O vídeo ao lado mostra um trecho do filme de Capra.</p>
<p>É interessante que algumas escolhas sejam tão parecidas com as dos filmes de hoje sobre o tema. As indefectíveis geleiras que desabam sobre o mar já marcavam presença, assim como os mapas que simulam a inundação da costa com o decorrer das décadas.</p>
<p><a href="http://dotearth.blogs.nytimes.com/2010/01/04/pioneering-greenhouse-analyst-appraised/" target="_blank">Via Dot Earth</a></p>
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