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	<title>Página 22 &#187; Da redação</title>
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	<description>Informações para o novo século</description>
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		<title>Serviços Ecossistêmicos</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Simões]]></category>
		<category><![CDATA[Puma]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade emprearial]]></category>
		<category><![CDATA[Serviços Ecossistêmicos]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
O texto abaixo é uma contribuição da leitora Luciana Simões para Página22. Luciana é engenheira florestal, mestre em conservação e manejo de florestas tropicais e MBA em gestão da sustentabilidade.

Após os inventários e ações de mitigação nos temas de água [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> </em></p>
<div id="attachment_16372" class="wp-caption alignleft" style="width: 307px"><em><img class="size-medium wp-image-16372" title="Foto de By Wickboldt via Flickr" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Foto-de-By-Wickboldt-via-Flickr-297x198.jpg" alt="Foto de By Wickboldt via Flickr" width="297" height="198" /></em><p class="wp-caption-text">Foto de By Wickboldt via Flickr</p></div>
<p><em>O texto abaixo é uma contribuição da leitora Luciana Simões para Página22. Luciana é engenheira florestal, mestre em conservação e manejo de florestas tropicais e MBA em gestão da sustentabilidade.<br />
</em><br />
Após os inventários e ações de mitigação nos temas de água e carbono, as empresas se deparam agora com uma adicional necessidade: a medição dos impactos e dependências da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos. Não por acaso essa contabilidade é ainda muito tímida. As intrincadas relações dos ecossistemas naturais e sua valoração não são fáceis de serem diagnosticadas e avaliadas – ao contrário da água e do carbono, que têm métricas simples e expressivas, como litros e toneladas.</p>
<p>As dificuldades, no entanto, não impedirão que as empresas tenham de incorporar bons diagnósticos e eficientes planos de ação em suas estratégias. Os negócios dependem de uma provisão constante e estável de recursos naturais para a continuidade de sua operação. No mínimo, trata-se de gestão de risco e eficiência de muitos recursos cada vez mais escassos e, portanto, mais caros.</p>
<p>A inter-relação dos recursos é cada vez mais estreita e clara. Exemplo: a escassez de água impacta a agricultura, afeta a geração de energia e acarreta aumento de preço das commodities. Podemos falar também do suprimento cada vez mais inelástico, em que mais investimentos são necessários em locais mais distantes e menos produtivos. Segundo a consultoria McKinsey, embora os preços de algumas commodities tenham caído, é prevista uma era de recursos com preços altos e voláteis<a href="#_edn1">[i]</a>. Para diferentes setores pode ser uma questão de curto ou de longo prazo – mas é uma questão.</p>
<p>Alguns sinais nos mostram que, mais que uma tendência, a gestão da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos já está incorporada nas discussões sobre negócios, embora ainda muito mais em instâncias de governança global e setorial do que na estratégia das empresas.</p>
<p>Há pouco tempo, dificilmente poderíamos imaginar que fóruns internacionais de economia e comércio pudessem considerar o assunto. Em 2010 a consultoria PwC preparou um documento para o Fórum Econômico Mundial no qual explora os riscos reais que a perda de biodiversidade e a degradação dos ecossistemas irão impor aos negócios na próxima década. Para o relatório da Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OECD) &#8211; <em>Environmental Outlook to 2030 &#8211; </em>a biodiversidade é considerada uma das quatro prioridades críticas ambientais das próximas duas décadas.</p>
<p>A Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica, em 2010 em Nagoya, no Japão, teve a expressiva participação do setor privado, que em um evento paralelo apresentou inúmeras iniciativas do seu engajamento no tema. Se as iniciativas ainda carecem de senso de urgência e de escala, não se pode ignorar que o tema está no ar.</p>
<p>Os desdobramentos no Brasil foram significativos: a criação do Movimento Empresarial pela Biodiversidade (MEB), a proposição de pagamento pelos serviços ecossistêmicos feita pelo Instituto Ethos para o documento nacional da Conferência Mundial Rio+20, e a contribuição do setor empresarial na consulta pública de elaboração do plano de metas brasileiras para o período 2011-2020. Esse plano irá acelerar o desenvolvimento de regulações e aumentar a demanda sobre as empresas.</p>
<p>Sem dúvida, a Rio+20, que tem como um dos temas centrais a economia verde, trará mais elementos para essa discussão uma vez que a crise econômica e a ambiental possuem origens comuns e devem ser tratadas conjuntamente.</p>
<p>O setor financeiro e a área de relatoria também emitiram sinais consistentes sobre mudanças. A partir de 2012, o Internacional Finance Corporation (IFC) passa a considerar os serviços ecossistêmicos no padrão de performance 6, que já tratava de biodiversidade. Além de acrescentar definições para <em>habitats</em> naturais, modificados e críticos, o que deve promover maior consistência na avaliação dos projetos, a atualização providencialmente pontua a necessidade de investigação dos impactos da cadeia de suprimentos em situações que levem à conversão de habitas naturais e/ou críticos. Para 2013, o Global Reporting Initiative (GRI) pretende lançar a quarta geração (G4) de relatoria em sustentabilidade, atualmente em processo de consulta, onde os serviços ecossistêmicos serão contemplados. Para apoiar um melhor entendimento sobre essa questão foi produzida uma publicação – <em>Approach for reporting on ecosystem services: incorporating ecosystem services</em> into an organization’s <em>performance disclosure</em>) que versa sobre a realidade de se monitorar o status dos serviços ecossistêmicos e a viabilidade de se incorporar informações desta natureza em um relatório de sustentabilidade.</p>
<p>Se as empresas ainda se aventuram em um safári na busca por metodologias adequadas e eventualmente capitaneiam adaptações para atender suas demandas as ofertas não são tão restritas quanto se poderia imaginar em função da dificuldade do tema. Em uma busca atenta podem ser encontrados ainda, vários estudos de caso setoriais, notadamente daqueles cujos impactos e dependências dos recursos naturais é direto.</p>
<p>Algumas organizações se destacam pelo trabalho consistente que vêm realizando, dentre elas a World Resources Institute. A WRI apresentou em 2008 um documento com diretrizes para a identificação dos riscos e oportunidades dos negócios decorrentes da degradação dos ecossistemas. Para 2012, e neste momento em fase de consulta, lançará o <em>Ecosystem Services Review for Impact Assessment. </em>A metodologia tem como objetivo dar orientações práticas de como incorporar os serviços ecossistêmicos nas avaliações de impactos ambientais e sócio-econômicos.</p>
<p>Outro exemplo de ferramenta é a <em>Ecosystem Services Benchmark</em><a href="#_edn2">[ii]</a><em>. </em>Composta pelo próprio documento de <em>benchmark</em>, um guia de orientação e uma planilha eletrônica, a caixa de ferramentas, que foi desenhada para auxiliar a avaliação dos riscos e oportunidades associados à biodiversidade e aos serviços ecossistêmicos, tem como público alvo os investidores, mas também pode ser usada pelo setor bancário e de seguros. Até porque fundos com estratégia de investimento sustentável são um nicho.</p>
<p>Para uma visão geral dos impactos e dependências dos negócios em biodiversidade e serviços ecossistêmicos, bem como dos riscos e oportunidades associados, uma boa indicação é a publicação do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas intitulado <em><a href="http://www.unep-wcmc.org/medialibrary/2010/09/13/a26998c7/AreYouAGreenLeader.pdf" target="_blank">Você é um líder verde?</a></em></p>
<p>Há, no entanto, um patamar importante a ser atingido pelas empresas no que se refere à construção de uma visão integrada e abrangente dos seus riscos e dependências, inclusive e principalmente ampliando essas avaliações para toda a cadeia de valor.</p>
<p>A complexidade dos sistemas naturais, de suas inter-relações e o seu poder de regeneração precisam ser captados de maneira igualmente sistêmica, o que demanda uma gestão mais atenta e um olhar mais refinado. A eventual dificuldade de se fazer bom uso das informações levantadas e principalmente de se conduzir interpretações significativas não só pode ser desestimulante, mas também levar a uma evolução mais lenta e menos ambiciosa do processo.</p>
<p>Uma das ferramentas mais ousadas que se tem conhecimento foi lançada no ano passado pela Puma (<a href="http://pagina22.com.br/index.php/2011/12/no-rastro-da-pegada/" target="_blank">Página 22, edição dezembro 2011</a>). A empresa formatou uma metodologia de contabilização de lucros e perdas ambientais <em>(Environmental Profit &amp; Loss Account</em>), cujo objetivo é promover a valoração econômica de seus impactos ambientais – operação e cadeia de suprimento. A empresa focou em cinco temas: emissão de carbono, consumo de água, mudança do uso da terra (para obtenção de matéria-prima), poluição do ar e resíduos da sua operação e cadeia de suprimentos. A iniciativa tem o mérito de inovar e elevar a contabilidade empresarial a um novo patamar. Disponibiliza dados para internalizar as externalidades.</p>
<p>Além de propiciar uma melhor gestão dos negócios, lidando antecipadamente com a escassez e novos custos na aquisição de matéria-prima, as informações obtidas devem induzir a revisão do próprio modelo de negócios para o futuro. É uma mudança de perspectiva.</p>
<hr size="1" /><a href="#_ednref1">[i]</a> Resources Revolution – meeting the world´s energy, material, food and water needs. Novembro 2011.</p>
<p><a href="#_ednref2">[ii]</a> A ferramenta da <em>The Natural Value Initiative</em> tem entre seus parceiros a FGV.</p>
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		<title>Escravos e combustíveis fósseis</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 15:13:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-François Mouhot]]></category>
		<category><![CDATA[The Guardian]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>

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		<description><![CDATA[O moralmente aceitável pode ser relativo à história, uma época ou um povo. Dias atrás numa conversa na redação da Página22, falamos que a ética ambiental ainda está dando pequenos passos e não tem a mesma força da ética social. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_16358" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-16358" title="Foto de tuli nishimura via Flickr2" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Foto-de-tuli-nishimura-via-Flickr2.jpg" alt="Foto de tuli nishimura via Flickr" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Foto de Tuli Nishimura via Flickr</p></div>
<p>O moralmente aceitável pode ser relativo à história, uma época ou um povo. Dias atrás numa conversa na redação da Página22, falamos que a ética ambiental ainda está dando pequenos passos e não tem a mesma força da ética social. Usar bicicleta como meio de transporte ou consumir orgânicos é visto mais como um estilo de vida do que uma atitude ética com a natureza ou com o próximo. Não é muito legal sair por aí afirmando que você não separa o lixo reciclável, mas ninguém vai dizer que isso é antiético ou que você é uma pessoa de má indole.</p>
<p>No dia seguinte, encontrei um interessante <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2012/feb/03/fossil-fuels-slavery" target="_blank">artigo de Jean-François Mouhot</a>, no jornal The Guardian, com uma analogia entre o uso da mão de obra escrava e dos combustíveis fósseis. Assim como olhamos para o passado e condenamos a escravidão, as próximas gerações irão nos condenar pelos danos cometidos contra o planeta, ele diz.</p>
<p>Os escravos teriam ocupado o lugar onde hoje estão as máquinas que fazem “trabalhos sujos e pesados” que ninguém quer. E como essas máquinas funcionam com energia das fontes fósseis, o homem continua dependente de algo externo para ter a “missão cumprida”. Mouhot também destaca que tanto a escravatura quanto os combustíveis fósseis foram considerados por muito tempo aceitáveis para a maioria das pessoas e depois contestados, conforme seus prejuízos foram percebidos.</p>
<p>A ética deveria estar na discussão da queima de combustíveis fósseis porque, mesmo não sendo um crime contra a humanidade, provoca danos indiretos. De acordo com <a href="http://www.who.int/healthinfo/global_burden_disease/GlobalHealthRisks_report_full.pdf" target="_blank">um estudo da Word Health Organisation</a>, a atividade, que já foi símbolo de progresso, causa 150 mil mortes por ano de forma indireta. Mouhot  cita o envolvimento de governos e empresas interessadas na exploração de petróleo que gera guerras e a queda de regimes eleitos democraticamente.</p>
<p>Também para Mouhot, a história da abolição da escravatura é a prova de “quão turva pode ser a fronteira entre o bom e o mal e quão rápida ela pode mudar”. E não deveria ser surpreendente que hoje haja resistência nas teorias sobre o aquecimento global. “Nossas sociedades, assim como as escravistas, têm interesses em ignorar os consensos científicos”. E já que podemos aprender com as experiências do passado, ele propõe que as campanhas pela abolição da escravatura sirvam de exemplo para o combate ao aquecimento global.</p>
<p>Os escravos só deixaram de ser mão de obra porque foi encontrada uma alternativa. Da mesma forma, o mundo atual já descobriu as tecnologias verdes e fontes renováveis e deve agora investir mais nisso, para Mouhot. Se isso não acontecer,  “gerações futuras olharão para nós e questionarão como nossa civilização pôde ter sido tão atrasada e moralmente cega”, disse. E questionou: “será que a próxima geração vai saber que tivemos alternativas?” A resposta, para ele, é seguir o curso da história e da transformação da moral:</p>
<p>“Provavelmente não. Eles vão nos amaldiçoar pelos danos irreparáveis que causamos ao planeta. É claro que dirão que fomos povos bárbaros.”</p>
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		<title>Página22 no tablet e smartphone</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 20:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>

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		<description><![CDATA[Além das versões impressa e online, a revista Página22 está disponível em formato para tablets e smartphones. Agora, ficou ainda mais fácil acessar nossos conteúdos.
Página22 acredita no poder do acesso à informação, por isso, todo o conteúdo do site,  que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_16230" class="wp-caption alignleft" style="width: 191px"><img class="size-medium wp-image-16230" title="Andyi via Flickr" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Andyi-via-Flickr-181x198.jpg" alt="Foto de Andyi via Flickr" width="181" height="198" /><p class="wp-caption-text">Foto de Andyi via Flickr</p></div>
<p>Além das versões impressa e online, a revista Página22 está disponível em formato para tablets e smartphones. Agora, ficou ainda mais fácil acessar nossos conteúdos.</p>
<p>Página22 acredita no poder do acesso à informação, por isso, todo o conteúdo do site,  que inclui a <a href="http://pagina22.com.br/index.php/category/revista/" target="_blank">versão impressa</a>, pode ser acessado gratuitamente e disseminado mediante  a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/" target="_blank">licença Creative Commons</a>.</p>
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		<title>Rota da Reciclagem para Iphone</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 16:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[Rota da Reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[tetra pack]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que foi lançado pela Tetra Pak, há quatro anos, o site Rota da Reciclagem é uma ferramenta importante para o cidadão ativo em coleta seletiva, que mostra onde é possível entregar embalagens longa vida pós-consumo para que sejam recicladas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_16198" class="wp-caption alignleft" style="width: 308px"><img class="size-medium wp-image-16198" title="Crystian Cruz" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Crystian-Cruz-298x198.jpg" alt="Foto de Crystian Cruz via Flickr" width="298" height="198" /><p class="wp-caption-text">Foto de Crystian Cruz via Flickr</p></div>
<p>Desde que foi lançado pela Tetra Pak, há quatro anos, o site <a href="http://www.rotadareciclagem.com.br" target="_blank">Rota da Reciclagem</a> é uma ferramenta importante para o cidadão ativo em coleta seletiva, que mostra onde é possível entregar embalagens longa vida pós-consumo para que sejam recicladas. E para tornar as informações mais acessíveis, foi lançada a versão de aplicativo para Iphone  e Ipad, disponíveis para compra na <a href="http://itunes.apple.com/br/app/rota-da-reciclagem-tetra-pak/id483224874?mt=8">Apple Store</a>.</p>
<p>O Rota da Reciclagem têm 3.400 iniciativas cadastradas em todo o país, entre cooperativas de catadores, pontos de entrega voluntárias e comércios que compram lixo reciclável. Também é possível colaborar com o site enviando informações de locais que ainda não estão cadastrados.</p>
<p>Outro site que ajuda o cidadão a encontrar onde descartar o lixo reciclável é o Revela, uma plataforma interativa em que são demarcadas ações positivas e denúncias. Leia mais sobre o Revela na a reportagem “<a href="http://pagina22.com.br/index.php/2011/12/revelacoes-digitais/" target="_blank">Revelações Digitais</a>”.</p>
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		<title>Vida e morte de uma bicicleta</title>
		<link>http://pagina22.com.br/index.php/2012/01/vida-e-morte-de-uma-bicicleta-em-nova-york/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 18:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[Red Peak]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria da Janela Quebrada]]></category>

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		<description><![CDATA[O plano era observar por um ano  o que aconteceria com uma bicicleta estacionada na rua, mas o grupo levou menos que 365 dias para descobrir
Quanto tempo dura intacta uma bicicleta acorrentada na rua? Para saber até onde vai o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O plano era observar por um ano  o que aconteceria com uma bicicleta estacionada na rua, mas o grupo levou menos que 365 dias para descobrir</em></p>
<div id="attachment_16175" class="wp-caption alignleft" style="width: 280px"><img class="size-large wp-image-16175" title="Bike NY_ Foto de Premshree Pillai" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Bike-NY_-Foto-de-Premshree-Pillai-270x270.jpg" alt="Foto de Premshree Pillai via Flickr" width="270" height="270" /><p class="wp-caption-text">Foto de Premshree Pillai via Flickr</p></div>
<p>Quanto tempo dura intacta uma bicicleta acorrentada na rua? Para saber até onde vai o senso de cidadania e respeito aos bens alheios das pessoas, a empresa<a href="http://redpeakgroup.com/" target="_blank"> Red Paek</a> fez um experimento, chamado “Life-cicle  &#8211; 365 dias na vida de uma bicicleta em NY”: prendeu uma bicicleta numa rua movimentada  e a acompanhou com fotografias diárias. O resultado é o vídeo ao lado.</p>
<p>No dia 1 de janeiro de 2011, a bicicleta estava lá, completa com cesto, garrafa de água e lanternas, cercada pela neve do inverno. Por 230 dias ficou intocada, ganhando apenas a companhia de outras bicicletas ao seu lado. Mas assim que o primeiro item foi tirado, demorou apenas 40 dias para que tivesse sido completamente devastada, ou como diríamos aqui no Brasil, “rapada”.</p>
<p>O caso é uma mostra da  <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_Janelas_Partidas" target="_blank">Teoria da Janela Quebrada</a>, criada nos anos 80 por cientistas sociais norte-americanos para explicar o vandalismo e crimes nas cidades.  Segundo a teoria, um prédio conservado dificilmente é depredado sem motivos, mas assim que uma janela é quebrada, as pessoas entendem que não há ninguém responsável pelo imóvel e tendem a não respeitá-lo mais. Em pouco tempo, todas as janelas ficam quebradas também.</p>
<p>No caso da bicicleta de Nova York, enquanto ela estava completa, as pessoas provavelmente acharam que seu dono logo voltaria. Com o passar do tempo e a possível percepção do abandono, alguém removeu o primeiro acessório, abrindo caminho para os próximos aproveitadores. Quando os 365 dias se completaram, não havia nem sombra da antiga bicicleta.</p>
<p>Além de um ótimo teste de comportamento, fica a dica: não largue sua bicicleta por aí se ela estiver descuidada.</p>
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		<title>Página22 finalista do Greenbest</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 19:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[Greenbest]]></category>
		<category><![CDATA[Greenvana]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio]]></category>
		<category><![CDATA[veículo de comunicação]]></category>

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		<description><![CDATA[Premiação escolherá as melhores iniciativas em sustentabilidade do país por voto popular e de especialistas

A revista Página22 está entre os dez finalistas do Prêmio Greenbest, na categoria Veículo de Comunicação. Dois vencedores serão escolhidos, um por voto popular e outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Premiação escolherá as melhores iniciativas em sustentabilidade do país por voto popular e de especialistas</em></p>
<p><em></em><br />
<img class="alignleft size-large wp-image-16073" title="Greenbest_logo" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Greenbest_logo-282x270.jpg" alt="Greenbest_logo" width="282" height="270" />A revista Página22 está entre os dez finalistas do <a href="http://greenbest.greenvana.com/" target="_blank">Prêmio Greenbest</a>, na categoria Veículo de Comunicação. Dois vencedores serão escolhidos, um por voto popular e outro pela Academia Greenbest, composta por profissionais e personalidades influentes do setor.</p>
<p>Esse ano é a segunda vez que a empresa Greenvana realiza a premiação que escolherá as melhores iniciativas voltadas ao meio ambiente e sustentabilidade em áreas que abrangem tanto produtos e serviços quanto personalidades, campanhas publicitárias e imprensa. Entre as 19 categorias estão: sites e aplicativos, materiais para construção, iniciativas governamentais, ONG, personalidade do ano, jornalista e blogueiro.</p>
<p>A premiação visa  destacar as iniciativas que são exemplos de sustentabilidade no País e assim contribuir para fortalecer suas práticas. Na primeira edição, em 2011, a iniciativa somou 500 mil votos.</p>
<p>Página22 é reconhecida por seus leitores como um veículo único e de referência, segundo nossa <a href="http://pagina22.com.br/index.php/2011/05/confira-os-resultados-da-pesquisa-de-opiniao-sobre-pagina22/" target="_blank">pesquisa de opinião</a>. Entre as qualidades apontadas estão a abordagem dos assuntos com enfoques inusitados, ângulos diferenciados e criatividade. Além da capacidade da revista estar na vanguarda, atuando como um radar de tendências, sem perder a profundidade, por meio de reflexões, consistência no conteúdo, coerência teórica e ampliação da visão de mundo.</p>
<p>Se você compartilha dessa avaliação, <a href="http://greenbest.greenvana.com/lista-candidato-2012/?idcategoria=16&amp;pag=1" target="_blank">vote na revista </a>e contribua para fortalecer um veículo sem fins lucrativos, envolvido com a causa da sustentabilidade, independente, crítico e questionador. Faça da revista a sua voz.</p>
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		<title>Em matéria de qualidade de vida, São Paulo continua reprovada</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Donato]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualtômetro]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Chalita]]></category>
		<category><![CDATA[Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município]]></category>
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		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Nossa São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Soninha Francine]]></category>

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		<description><![CDATA[Um em cada seis paulistanos deixaria a cidade se pudesse. É o que mostra a pesquisa do Irbem, indicador de bem-estar do município, da Rede Nossa São Paulo
Se o Irbem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) de São Paulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-style: italic;">Um em cada seis paulistanos deixaria a cidade se pudesse. É o que mostra a pesquisa do Irbem, indicador de bem-estar do município, da Rede Nossa São Paulo</span></p>
<div id="attachment_16052" class="wp-caption alignleft" style="width: 370px"><img class="size-large wp-image-16052" title="Vista do Copan. Foto de Felipe Borges via Flickr" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Vista-do-Copan.-Foto-de-Felipe-Borges-via-Flickr-360x270.jpg" alt="Vista do Copan, no centro de São Paulo (Foto de Felipe Borges via Flickr)" width="360" height="270" /><p class="wp-caption-text">Vista do Copan, no centro de São Paulo (Foto de Felipe Borges via Flickr)</p></div>
<p>Se o Irbem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) de São Paulo fosse uma prova, a cidade estaria reprovada com nota vermelha de 4,9. O indicador mostra o nível de satisfação da população, que avalia 169 itens, divididos em 25 temas. A nota máxima pode ser 10 (totalmente satisfeito) e a mínima, 1 (totalmente insatisfeito), portanto a média considerada é 5,5.</p>
<p>A quinta edição da pesquisa foi lançada em 18 de janeiro pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope, marcando o início do ano eleitoral dos paulistanos. Estiveram presentes para comentá-la os pré-canditados à prefeitura Gabriel Chalita (PMDB), Netinho de Paula (PC do B) e Soninha Francine (PPS) e os representantes de partidos políticos: Mauricio Costa, do PSOL, Antonio Donato, vereador pelo PT e Luiz Carlos Bosio, do PV.</p>
<p>Para a pesquisa, foram ouvidas 1.512 pessoas de no mínimo 16 anos, entre 25 de novembro e 12 de dezembro de 2011. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. <a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/" target="_blank">No site da Rede Nossa São Paulo</a> estão disponíveis os resultados detalhados.</p>
<p>Comparando com as pesquisas anteriores, a nota final de satisfação pouco mudou e mostra que ainda há muito trabalho para que os índices possam ser comemoráveis. Em 2009, a média ficou em 4,8 e em 2010, em 5,0.</p>
<p><ins datetime="2012-01-19T10:32" cite="mailto:AMALIA%20SAFATLE"> </ins></p>
<p>O mais interessante – mas pouco animador – é que entre os 25 temas avaliados, apenas 5 estão acima da média e são todos temas subjetivos, sem vínculo com a prestação do serviço público: relações humanas (6,8), religião e espiritualidade (6,5), tecnologia da informação (6,1), trabalho (6,0), sexualidade (5,7) e consumo (5,6). Em relações humanas, por exemplo, é questionada a qualidade da relação familiar, com a comunidade e a frequência de trabalho voluntário. Já sobre religião, os dois itens com maiores notas foram “grau de coerência da sua vida em relação aos  ensinamentos religiosos” e “convivência harmoniosa entre as diferentes religiões”.</p>
<p>Um dos dados mais comentados na apresentação do Irbem foi a queda no número de paulistanos que acredita que a qualidade de vida na cidade melhorou. Com isso, 56% dos entrevistados afirmaram que mudariam de cidade se tivessem a oportunidade. Em 2010, esse numero foi de 51%.</p>
<p>O meio ambiente foi um dos temas que teve nota menor em 2011 (4,7) do que no ano anterior (4,9), e de seus itens detalhados, apenas dois tiveram percepção melhor na pesquisa recente: “serviço de limpeza pública e de terrenos  baldios” e “manutenção de bueiros e galerias e controle de enchentes&#8221;, respectivamente com pontuações de 4,6 e 4,5.</p>
<p>Já o item “sua consciência e responsabilidade ambiental” foi de 6,5 para 5,9 e “coleta seletiva” &#8211; que tinha melhorado entre 2009 e 2010 &#8211; caiu 0,7 pontos, finalizando com 5,2. Segundo Márcia Cavallari, diretora executiva de atendimento e planejamento do IBOPE, isso representa uma maior conscientização das pessoas que estão mais críticas às medidas relacionadas ao meio ambiente.</p>
<p>Os piores índices avaliados foram: transparência e participação política (3,5), acessibilidade para pessoas com deficiência (3,9) e desigualdade social (4,0). E as piores notas, dadas aos itens relacionados à transparência de gastos públicos, punição à corrupção e honestidade dos governantes (todos com 2,9).  69% dos entrevistados disseram que não tem confiança na Câmara dos Vereadores, 59% não confiam nas Subprefeituras e 55%, na Polícia Civil.</p>
<p>Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB e atual deputado federal, chamou de “vergonhosa” a falta de confiança da população com a política. “Alguma razão o povo tem. Há algo de errado no modo como fazemos política ou em como nós políticos estamos nos comunicando”. Ele chamou também São Paulo de uma “cidade de invisíveis” que não conseguem ter as demandas atendidas pelos governantes. “Quando olho isso [a pesquisa], vejo como nós políticos estamos sendo incompetentes. Uma pessoa que leva 50 dias para marcar uma consulta médica é invisível na sociedade”, disse sobre as comparações entre o serviço público de saúde, em que a média de espera para uma consulta é de 50 dias,  e o particular, de duas semanas.</p>
<p>Em relação ao transporte público, no ano em que várias estações da nova Linha Amarela do metrô foram inauguradas, paradoxalmente, a população avaliou o tamanho da rede pior do que em 2010. A queda foi de 6,2 para 5,9. “Parece que a quanto mais linhas são abertas, mais as pessoas percebem a necessidade do transporte e querem mais”, avaliou Márcia.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Desigualtômetro</strong></p>
<p>Entre os distritos, o que recebeu a nota mais alta de satisfação foi Pinheiros (5,4), Itaim Paulista, Guaianazes e Cidades Tiradentes (5,3). E o pior foi  Capela do Socorro e Cidade Ademar (4,6).</p>
<p>Para comparar a qualidade de vida entre os distritos, a pesquisa do Irbem expôs  dados quantitativos e comparou os maiores e menores, explicitando as desigualdades de São Paulo com um índice chamado “desigualtômetro”.  Com ele, é possível entender melhor o porquê das insatisfações em temas como educação, transporte e trabalho.</p>
<p>Por exemplo, a porcentagem de empregos na região  de Itaim Bibi em relação ao total da cidade é de 7,56%. Já em Marsilac, no extremo sul, de 0,003%. O resultado do “desigualtômetro” é que há 2.218,6 vezes mais empregos em um distrito que no outro. <em> </em></p>
<p>Antonio Donato, vereador pelo PT comentou esse dado. Ele representava o pré-candidato do seu partido, Fernando Haddad, que por ainda ser ministro do governo, não pôde comparecer. Para ele, São Paulo precisa de um novo modelo de desenvolvimento que não jogue os cidadãos para bairros dormitórios, mas que distribua a renda e os empregos. “É preciso um centro com a cara de São Paulo, um que não expulse os mais pobres, mas que tenha espaço para os pobres e para a classe média. Existem hoje cerca de 30 mil imóveis vazios no centro e as pessoas têm que vir do extremo da cidade trabalhar”.</p>
<p>Já a pré-candidata e subprefeita da Lapa, Soninha Francine, destacou que a percepção é determinante na relação das pessoas com a cidade. Não basta ser um lugar seguro, as pessoas têm que sentir segurança para sair de casa, disse. Para ela, os dados sobre desconfiança mostram que os políticos precisam, mais do que dar transparência, dar clareza nos dados que oferecem em sites na internet para a população sobre gastos e governalibidade.</p>
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		<title>Depois da COP17, que venha a Rio+20</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 19:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[COP]]></category>
		<category><![CDATA[COP17]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Verde]]></category>
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		<category><![CDATA[Pedro Telles]]></category>
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		<description><![CDATA[Mesmo longe do ideal, os resultados da COP trouxeram algum avanço político, segundo Pedro Telles, do Vitae Civillis, e garantiram fôlego para o próximo encontro a tratar do desenvolvimento sustentável
A Conferência das Partes, da ONU acabou no dia 11 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mesmo longe do ideal, os resultados da COP trouxeram algum avanço político, segundo Pedro Telles, do Vitae Civillis, e garantiram fôlego para o próximo encontro a tratar do desenvolvimento sustentável</em></p>
<div id="attachment_15919" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-15919" title="Foto de Henrique Vicente via Flickr_2" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Foto-de-Henrique-Vicente-via-Flickr_2.jpg" alt="Foto de Henrique Vicente via Flickr" width="300" height="352" /><p class="wp-caption-text">Foto de Henrique Vicente via Flickr</p></div>
<p>A Conferência das Partes, da ONU acabou no dia 11 de dezembro e o que ficou, além de acordos travados sobre um segundo momento do Protocolo de Kyoto e o Fundo Verde, foi o caminho que rumaremos para chegar na Rio +20 no ano que vem. A COP17 foi o último encontro entre nações para debater assuntos relacionados à sustentabilidade, e a demonstração de esforços dos representantes para fechar acordos e avanços foi um bom sinal para o que pode acontecer no Rio de Janeiro em 2012, segundo Pedro Telles. Se a COP17 fracassasse, a Rio +20 estaria também condenada. Telles é assessor de processos internacionais do Instituto Vitae Civilis, esteve em Durban durante o encontro. (<em>Leia mais sobre a Rio +20 nas <a href="http://pagina22.com.br/index.php/category/revista/57/" target="_blank">reportagens da edição 57</a>, dedicada ao tema</em>)</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O acordo travado em Durban ganhou status de “acordo histórico”, mas no fundo é apenas um primeiro passo para que o acordo propriamente dito seja feito. Dá para, ao menos, comemorar essa primeira etapa? Existia esperança de acordos mais ambiciosos?</strong></p>
<p>É possível analisar a COP17 sob duas óticas: com um olhar mais técnico e pragmático relacionado às questões climáticas, e com um olhar mais político. Do ponto de vista político, o consenso a que se chegou sobre a construção de um acordo legalmente vinculante para redução de emissões que incluiria todos os países é algo inédito e representa um avanço que não pode ser desprezado. Enquanto Kyoto cobre cerca de 25% das emissões globais, nesse novo acordo entrariam todos, inclusive EUA, China e outros grandes emissores conhecidos por normalmente travar as negociações.</p>
<p>Contudo, do ponto de vista técnico e pragmático, o fato desse novo acordo começar a vigorar apenas em 2020 é desanimador quando sabemos que o pico das emissões de carbono deveria ocorrer em 2015 e que a situação já está grave em diversos pontos do planeta, como no Chifre da África e nas ilhas do Pacífico. O que se observa é um comportamento contraditório dos governos, que concordam em evitar que o aquecimento global supere os 2º C, mas não se comprometem com medidas que de fato viabilizem isso.</p>
<p>O ceticismo com relação à COP17 era grande &#8211; não se pode dizer que havia grandes expectativas. E apesar da conferência não trazer o progresso que precisamos, um comentário muito ouvido nos dias finais do evento foi o de que &#8220;os resultados obtidos foram o melhor que poderia sair dessa COP&#8221;. O que ocorre é que, na estrutura de negociação e construção de acordos que temos hoje na ONU, talvez seja de fato impossível esperar muito mais.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Houve algum avanço nessa reunião em relação às outras tantas COPs já realizadas? </strong></p>
<p>Sim, houve alguns avanços, sendo os principais deles a estruturação do funcionamento básico do Fundo Verde (para apoiar projetos relacionados a mudanças climáticas em países em desenvolvimento) e esse comprometimento com a construção de um novo acordo global para 2020. Também podemos citar a renovação de Kyoto até pelo menos 2017, que traz um alívio dado o risco que havia do acordo não ser renovado. Porém, o avanço segue muito mais lento do que o necessário para atender à urgência dos problemas que enfrentamos com relação às mudanças climáticas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A COP era a última grande reunião para debater assuntos sobre meio ambiente e sustentabilidade antes do encontro aqui no Brasil em 2012 e conseguiu o que muitos achavam difícil, que é a adesão dos EUA para metas de redução nas emissões de gases do efeito estufa. Como ficam as expectativas para a Rio +20 agora?</strong></p>
<p>Um fracasso completo da COP17 significaria um grande esvaziamento da Rio+20, e felizmente isso foi evitado. Apesar dos resultados da COP17 estarem longe do ideal, os últimos dias da conferência guardaram surpresas positivas e observou-se um esforço de muitos ministros e negociadores para garantir que houvesse algum avanço &#8211; não à toa, a reunião se estendeu até a madrugada de domingo, tornando essa a COP mais longa da história. Esse comprometimento político observado é um bom sinal para a Rio+20.</p>
<p>O papel dos representantes dos países mais afetados pelas mudanças climáticas e da sociedade civil foi de grande importância. A marcha realizada dentro do espaço da conferência no dia 9, que uniu centenas de manifestantes e representantes dos governos de alguns dos países africanos e das ilhas do Pacífico, foi muito simbólica.<strong> </strong></p>
<p><strong>Ficou alguma lição paras seguirmos rumo à Rio +20?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong>Um aprendizado que fica é a importância de se reforçar cada vez mais a ideia de que o desenvolvimento sustentável é a saída para as crises que estamos vivendo no mundo, e não um entrave para suas soluções, como afirmam alguns. Essa é uma das grandes mensagens para a Rio+20.</p>
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		<title>Inovação e sustentabilidade conectando pequenas e grandes empresas</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 14:44:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>
		<category><![CDATA[André Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Citibank]]></category>
		<category><![CDATA[Daniela Stucchi]]></category>
		<category><![CDATA[desengraxe]]></category>
		<category><![CDATA[GVces]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação e Sustentabilidade na Cadeia de Valor]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Monzoni]]></category>
		<category><![CDATA[Ouro Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Pack Less]]></category>
		<category><![CDATA[pallets]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[Terpenoil]]></category>
		<category><![CDATA[Whirpool]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi lançado o programa “Inovação e Sustentabilidade na Cadeia de Valor” para facilitar a relação entre grandes empresas e seus fornecedores
 “Há uma percepção de que sustentabilidade é só para as grandes empresas, mas são os pequenos empreendedores que encontram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Foi lançado o programa “Inovação e Sustentabilidade na Cadeia de Valor” para facilitar a relação entre grandes empresas e seus fornecedores</em></p>
<p><img class="alignleft size-large wp-image-15866" title="inovacao" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2011/12/inovacao-406x184.jpg" alt="inovacao" width="406" height="184" /> “Há uma percepção de que sustentabilidade é só para as grandes empresas, mas são os pequenos empreendedores que encontram as soluções para muitos desafios” afirmou André Carvalho, professor da FGV-EAESP, durante  lançamento do programa “Inovação e Sustentabilidade na Cadeia de Valor”. O programa foi lançado pelo GVces e o Citibank, com o intuito de conectar  pequenas, médias e grandes empresas no desenvolvimento de produtos e serviços inovadores do ponto de vista da sustentabilidade.</p>
<p>Segundo Mario Monzoni, coordenador do GVces, a palavra principal do programa será “colaboração”. “Não queremos ver uma imposição de regras dos grandes para os pequenos. Queremos construir um espaço para que a inovação apareça e possamos descobrir as demandas dialogando com casos práticos.”</p>
<p>Um dos casos apresentados foi o da Terpenoil, fabricante de produtos de limpeza e higiene orgânicos e biodegradáveis a partir do terpeno – uma substância natural do óleo de plantas, como pinho e frutas cítricas. Hoje, a empresa brasileira é a fornecedora de desengraxes para a limpeza e pré-tratamento dos fogões fabricados pela multinacional Whirpool.</p>
<p>Além de ser uma substância natural, o terpeno possibilitou a redução de 20% no consumo de energia em um ano, pois a limpeza das chapas de aço dos fogões é feita em temperatura ambiente e não com elas aquecidas, como era necessário com o uso dos desengraxes tradicionais.  Segundo o relatório de sustentabilidade da Whirpool de 2009, no primeiro ano de adesão aos produtos à base de terpeno na fábrica em Rio Claro, no interior paulista, a redução no consumo da água utilizada nos tanques de desengraxe foi de 76% e na água empregada nos tanques de enxágue, de 92%.</p>
<p>Outros casos citados foram os da Ouro Verde, empresa que vende castanha-do-pará de comunidades indígenas da Amazônia, e a Pack Less, que produz <em>pallets </em>de plástico para transporte de cargas. Por serem mais leves que a madeira, a escolha por esses <em>pallets </em>permite um melhor desempenho dos caminhões e reduz o consumo de combustíveis. Dezoito unidades pesam 53 quilos, enquanto os de madeira representam 540 quilos a mais no caminhão.</p>
<p>A partir de março de 2012, o programa “Inovação e Sustentabilidade na Cadeia de Valor” abrirá um site para inscrições de empresas interessadas. Enquanto isso, o GVces  organiza um levantamento de mais casos que mostrem impacto social, ambiental e econômico. A partir daí, serão definidos os critérios e indicadores para seleção dos casos que integrarão o banco de dados.  Ao longo do ano, oficinas temáticas vão expor e debater casos, possibilitando também um espaço para desenvolvimento de networking entre as empresas, fortalecendo e criando relações.</p>
<p>Para Daniela Stucchi, gerente de sustentabilidade do Citibank, em entrevista para a <a href="http://pagina22.com.br/index.php/2011/11/pequenos-poderes/" target="_blank">reportagem “Pequenos Poderes</a>”, o programa potencializará novos “ecossistemas econômicos com inclusão social e preservação ambiental”. “Nosso entendimento é o de que os investimentos devem ir para organizações com o potencial de formar tais ecossistemas”, disse. <a href="http://pagina22.com.br/index.php/category/revista/58/" target="_blank">Nessa mesma edição</a>, Página22 trouxe uma série de movimentações que mostram o pipocar da inserção da sustentabilidade na escala das pequenas e médias empresas.</p>
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		<title>Página22 quer saber</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 17:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da redação]]></category>

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		<description><![CDATA[Envie para nós uma imagem respondendo à pergunta grafada em nossa capa. As melhores serão publicadas em fevereiro

Nossa edição dupla de dezembro e janeiro está vestida para o ano novo. Em sua capa branca deixamos o espaço aberto para que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Envie para nós uma imagem respondendo à pergunta grafada em nossa capa. As melhores serão publicadas em fevereiro</em></p>
<p><img class="alignleft size-large wp-image-15862" title="Capa do Lee" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Capa-do-Lee-205x270.jpg" alt="Capa do Lee" width="205" height="270" /></p>
<p>Nossa edição dupla de dezembro e janeiro está vestida para o ano novo. Em sua capa branca deixamos o espaço aberto para que você, leitor, responda à  pergunta “Qual o seu desejo de transformação?” Seja em 2012, seja em futuro de longo prazo. O que importa é expressar o que você quer ver diferente no mundo.</p>
<p>Preencha a sua capa da edição 59 ou uma folha em branco e nos envie para <span style="text-decoration: underline;"><strong>site@pagina22.com.br</strong></span> em arquivo com formato de imagem, como a foto ao lado enviada pelo leitor Leeward Wang.</p>
<p>Vale escrever ou desenhar, só depende de como você quer representar o seu desejo.  As melhores respostas serão publicadas na seção “Última” da edição de fevereiro.</p>
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