Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Informação para o novo século

Da redação

27.08.2010

Faça seu próprio biodiesel

0 por Redação # em Da redação

COMPARTILHE:
  • Facebook
  • Twitthis
  • del.icio.us
  • FriendFeed
  • Google Bookmarks

 
Foto via MatterNetwork

Foto via MatterNetwork

O americano Lyle Rudensey, de Seattle, não sabe mais o que é posto de gasolina. Desde 2003, ele abastece seu carro e o aquecedor de sua casa com biodiesel fabricado num lugar não muito previsível, a sua própria garagem.

Rudensey desenvolveu um método próprio de produção que vai desde a filtragem do óleo de cozinha, a matéria-prima, até o armazenamento do combustível já pronto. Ele gravou todo o processo em um conjunto de DVDs, nos quais dá lições que vão da química das substâncias envolvidas às ferramentas necessárias. Na sua garagem-laboratório, explica didaticamente – e com uma boa dose de humor – cada um dos procedimentos e segredos da receita. São cerca 224 minutos de vídeo, que saem pelo valor de US$ 39,95. Assista aqui a uma prévia.

A aventura rendeu elogios de organizações que promovem o uso do combustível no estado americano de Utah, caso da Utah Biodiesel Supply. Segundo Graydon Blair, presidente da entidade, “Rudensey conseguiu desenvolver um método completamente viável, fácil de entender e que pode ser feito em casa por qualquer um”.

Rudensey garante que o custo para fabricar 1 galão de biodiesel (pouco mais de 3,5 litros) não ultrapassa US$ 1, sem contar – como destaca ele mesmo em seu site – as toneladas de gases de efeito estufa que deixam de ir para a atmosfera.

Para aqueles que querem se poupar do trabalho de fabricação, Rudensey desenvolveu a BioPro, uma máquina que faz o mesmo processo e é vendida por cerca de US$ 8 mil. Apesar de o valor assustar um pouco, dependendo da capacidade e dos acessórios escolhidos pelo cliente, a produção de combustível pode ultrapassar os 2 mil litros por semana.

Com informações do Green Building Elements.

  • por Regina Scharf # em 27.08.2010 às 2:23 pm | Responder

    Meu marido, Lenny, aqui no estado de New Mexico, já fazia o mesmo em 2001, meio que numa reação à destruição do World Trade Center. Ele dirigia uma Mercedes a diesel que ele mesmo converteu (garante que é muito simples) e ia buscar óleo de fritura em determinados restaurantes (não podia ter fritado carne ou outra proteína animal, ou seria mais difícil de filtrar). Filtrava no fundo de casa, sem nenhum equipamento ou método sofisticado. Rodei muito na Mercedes a greasel (o nome que se dá a esse óleo filtrado), que funcionava muito bem e, francamente, não cheirava a batatinhas. Só vendemos o carro uns quatro anos atrás, porque o Lenny passou a trabalhar tanto que não tinha tempo de sair por aí caçando óleo de fritura (que ficou mais raro, porque muita gente começou a disputá-lo). O carro estava bem detonado, mas vendeu fácil e bem por consumir greasel. Hoje temos um Prius, que é fantasticamente econômico.

  • por Lucas Matheron # em 01.09.2010 às 11:26 pm | Responder

    No Brasil, o engenheiro Thomas Renatus Fendel [www.fendel.com.br] roda há mais de 10 anos com carro(s) movidos a óleo (de cozinha ou outros) e é um grande defensor desta questão.
    Sem dúvida uma pessoa para ter lugar de destaque neste site.
    Parabéns pelo trabalho!

  • por Marcus # em 02.09.2010 às 11:25 am | Responder

    O processo, caso não esteja errado, é o mesmo desenvolvido no Brasil pelo professor Edson Parente – transesterificação. A diferença é que o trabalho do professor Parente foi feito na década de 70 – e ninguém por aqui deu importância. Na década de 80 ele criou o biodiesel de aviação. Novamente, não houve interesse.

Deixe seu comentário