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Informação para o novo século

Da redação

14.04.2010

Sem limites

0 por Redação # em Da redação

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Rolo compressor / Foto de DanielVDM via Flickr

Rolo compressor / Foto de DanielVDM via Flickr

Não bastasse o governo ignorar os problemas socioambientais, técnicos e econômicos da usina de Belo Monte, acaba de sair um decreto (7.154/2010) que autoriza pesquisas sobre potencial hidrelétrico no interior de unidades de conservação, incluídas aquelas de proteção integral.

Hidrelétricas e linhas de transmissão de energia são notótios vetores de desmatamento, não apenas pela derrubada em conseqüência direta das obras, mas pela especulação fundiária e pela massa de itinerantes atraídos pela oportunidade de emprego. Viajamos a Porto Velho (RO) e Altamira (PA) e contamos um pouco mais sobre as engrenagens da andança na reportagem Caravana sem fim.

Por enquanto, essas áreas são protegidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e diz o instituto Chico Mendes que a autorização para pesquisas dependerá de comprovação de que a atividade não coloca em risco os atributos da unidade. Mas, como diz a repórter Andreia Fanzeres, em O Eco, “depois que estudos de viabilidade econômica para instalação das usinas hidrelétricas previstas nos PACs estiverem prontinhos, alguém tem alguma dúvida de que a legislação que protege as unidades de conservação será a próxima à degola?”.

O pior é que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já está levantando o potencial hidrelétrico em áreas protegidas pelo menos desde 2007, como mostra reportagem do site Amazonia.org.br.

Leia também a coluna de Miriam Leitão, em O Globo, sobre o falso dilema entre hidrelétricas e energia fóssil.

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