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Informação para o novo século

Edição 37

07.12.2009

Por que a era fóssil já era

0 por Redação # em 37, Revista

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1A transição para uma economia de baixo carbono, a relação contraditória entre crescimento e sustentabilidade, o chamado decrescimento econômico ou condição estável e o problema de monitorar o ecodesenvolvimento são os quatro pilares de discussão do novo livro do economista José Eli da Veiga, professor da FEA-USP. Mundo em Transe – Do aquecimento global ao ecodesenvolvimento será lançado no dia 14 de dezembro, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

A obra, publicada pela editora Autores Associados, traz ao grande público a experiência de quase 40 anos de estudos do economista em um cenário de riscos causados pelas mudanças climáticas e proliferação de armas nucleares.

Veiga considera que a redução das emissões não cabe apenas aos que se industrializaram antes. O momento não é de isentar nações não desenvolvidas e, para isso, a obra analisa casos de países emergentes e industrializados, mostrando os impasses e estímulos para que o mundo se engaje na transição ao baixo carbono. Nesse cenário de riscos em que a busca pela superação da era fóssil já começou, o que estimula as nações a se engajarem nesse processo é a visão de que o combate ao aquecimento global criará uma “nova era de progresso e prosperidade”.

Amparado em dados de emissões e regras do Protocolo de Kyoto, o economista aponta a disparidade no crescimento econômico dos blocos de países e mostra como as instituições globais de fomento e financiamento ainda sustentam uma convicção ultrapassada dos benefícios da expansão do PIB com uso crescente de recursos naturais. Nesse aspecto, Veiga discute indicadores de renda, riqueza e bemestar, e fermenta a necessidade de criar novos medidores com vistas ao ecodesenvolvimento.

“Nenhuma nação poderá pegar o rumo do ecodesenvolvimento se não cumprir o seguinte requisito: melhorar a qualidade de vida de cada cidadão – tanto no presente como futuro – com um nível de uso dos ecossistemas que não exceda a capacidade regenerativa e assimiladora de rejeitos do ambiente natural. Quando tal requisito for cumprido, o país certamente estará contribuindo para a manutenção dos processos evolutivos da biosfera.”

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