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Informação para o novo século

Edição 08

22.09.2009

Rolam as pedras

0 por Redação # em 08, Revista

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Desde o fim da guerra, há 25 anos, as Ilhas Malvinas, ou Falkland, abandonaram uma economia de base agrícola – especialmente a criação de ovelhas – para explorar o mar. A profusão de mexilhões e algas (”kelp”) deu origem ao apelido dos habitantes, os “kelpers”, e indica a riqueza marinha.  Foi ela que levou os britânicos a exigir direitos exclusivos sobre 200 milhas náuticas ao redor das ilhas.  E garante aos kelpers um PIB de cerca de US$ 50 mil per capita.

A geologia desmente Argentina e Inglaterra, que foram à guerra por causa das ilhas.  Antes da quebra do supercontinente de Gondwana e da abertura do Atlântico, há cerca de 120 milhões de anos, as Malvinas/Falkland estavam próximas do Sudeste da África.  Um dos primeiros a comentar sobre as “corredeiras” de pedras (foto aérea) foi Charles Darwin, em visita às ilhas em 1834.  Ele descreveu a paisagem sem árvores das ilhas como “desolada e miserável”.

Os britânicos ocuparam as ilhas a partir de 1833.  Na pequena população atual – de cerca de 3 mil residentes permanentes – várias famílias têm os primeiros colonos entre os seus antepassados.  Hoje, a maior parte dos kelpers tem mais de um emprego para poder se manter na economia moderna, na qual um dos destaques é o turismo.

Na época da entrada dos argentinos, o declínio da agricultura havia forçado grande parte dos habitantes para a capital, Stanley.  Um sintoma daqueles tempos difíceis era a surpreendente dependência de divisas trazidas às ilhas por colecionadores estrangeiros de selos.  A partir daí, o boom da pesca e do turismo e as previsões para produção de petróleo mudaram o padrão de vida.  Ainda assim, cerca de meio milhão de ovelhas pastam na paisagem pedregosa das ilhas.

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