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Informação para o novo século

Edição 25

23.11.2008

Equilíbrio atemporal

0 por Redação # em 25, Retrato, Revista

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Há algo de antártico no Saara.  E algo de desértico no continente gelado.  Mesmo em oposição, as belezas naturais ensinam que o mundo tem uma só essência

Para a filosofia tradicional chinesa, Yin e Yang.  Para a psicologia analítica, Animus e Anima.  Seja na natureza, seja no interior das pessoas, a convicção de que a existência é composta de duas forças antípodas que se equilibram é atemporal.  E é também o que ilustra o ensaio de Christiana Carvalho, resultado de uma incursão de dez anos a bordo de um navio, com passagem pela Antártida e uma viagem solo ao Egito.  Só quando retornou das viagens foi que a fotógrafa percebeu a semelhança de formas e texturas entre as duas paisagens.  Já a oposição não se dá apenas pelo elementar quente e frio, mas pela dualidade que Christiana chama de “masculinofeminino”.  Na Antártida, predominariam os contornos agudos e protuberantes e, no Saara, as formas curvas e sinuosas.  Esculpidos pelas mesmas forças naturais, os desertos de gelo e de areia traduzem a essência de uma natureza interligada.

  • por Julio Alexandre # em 24.09.2009 às 12:46 pm | Responder

    Engraçado como a atenção da gente se atém a alguns detalhes e segue sozinha como um assovio perdido. Antes do ensaio de Christiana Carvalho eu já havia me perdido no pensamento sobre a filosofia tradicional chinesa, Yin e Yang, Animus e Anima e em outras formas de dualidade do espírito e do pensamento humano. Acabei pensando no interior de algumas pessoas, onde a dualidade se manifesta em forma de Tico e Teco.

    Desculpem, é que quando eu li que tratava-se de uma incursão de dez anos a bordo de um navio com passagem pela Antártida e uma viagem solo ao Egito, fiquei na expectativa de enxergar mais impressões. Um quadro pintado com palavras, por exemplo. Fica para a próxima.

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