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Informação para o novo século

Edição 14

02.11.2007

Os nós são de todos nós

0 por P22 # em 14, Revista

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Pode uma empresa almejar a sustentabilidade em uma sociedade não sustentável?  Dizem estudiosos do mundo corporativo que a tendência das organizações é se tornarem cada vez mais porosas, convidadas a interagir com mais atores.  Se há uma linha evolutiva a ser traçada, desde a qualidade total até a sustentabilidade, é a da expansão de círculos ao seu redor.  Primeiro foram provocadas a se relacionar com o consumidor.  Depois, com a comunidade no entorno.  Em seguida, a sociedade como um todo.  E agora, o planeta.
Pesquisas mostram, no entanto, que as expectativas crescentes sobre o papel das companhias estão longe de ser atendidas.  Fica exposto o nó existente entre elas e a sustentabilidade: criadas para aglutinar capital, competir e crescer, deparam-se com a nova agenda da cooperação, da distribuição de benefícios e da adequação às restrições impostas pela natureza.
Assim como o setor privado, as políticas sociais estão em uma encruzilhada no Brasil, e também vivem a sua hora da verdade.  Enquanto o governo federal se propõe a abarcar bolsões de pobreza urbana no campo da cidadania, por meio da oferta de infra-estrutura, moradia e segurança, a velha abordagem beligerante de combate ao crime nas áreas pobres ganha força em setores da sociedade e do poder público, como mostra reportagem nesta edição.
Não por acaso, pesquisa recente do Ibope revelou uma elite econômica brasileira descrente das instituições democráticas e que deposita nas Forças Armadas suas maiores doses de confiança.  Mas não será sob a tropa de capitães Nascimento que os nós vão se desatar.
Pode uma empresa almejar a sustentabilidade em uma sociedade não sustentável?  Dizem estudiosos do mundo corporativo que a tendência das organizações é se tornarem cada vez mais porosas, convidadas a interagir com mais atores.  Se há uma linha evolutiva a ser traçada, desde a qualidade total até a sustentabilidade, é a da expansão de círculos ao seu redor.  Primeiro foram provocadas a se relacionar com o consumidor.  Depois, com a comunidade no entorno.  Em seguida, a sociedade como um todo.  E agora, o planeta.
Pesquisas mostram, no entanto, que as expectativas crescentes sobre o papel das companhias estão longe de ser atendidas.  Fica exposto o nó existente entre elas e a sustentabilidade: criadas para aglutinar capital, competir e crescer, deparam-se com a nova agenda da cooperação, da distribuição de benefícios e da adequação às restrições impostas pela natureza.
Assim como o setor privado, as políticas sociais estão em uma encruzilhada no Brasil, e também vivem a sua hora da verdade.  Enquanto o governo federal se propõe a abarcar bolsões de pobreza urbana no campo da cidadania, por meio da oferta de infra-estrutura, moradia e segurança, a velha abordagem beligerante de combate ao crime nas áreas pobres ganha força em setores da sociedade e do poder público, como mostra reportagem nesta edição.
Não por acaso, pesquisa recente do Ibope revelou uma elite econômica brasileira descrente das instituições democráticas e que deposita nas Forças Armadas suas maiores doses de confiança.  Mas não será sob a tropa de capitães Nascimento que os nós vão se desatar.

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