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Informação para o novo século

Edição 14

02.11.2007

O sol na cabeça, e no bolso

0 por P22 # em 14, Revista

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Por Flavia Pardini
Nem só das forças do mercado vivem as energias limpas.  Em Berkeley, na Califórnia, o poder municipal está ativamente buscando formas de incentivar o uso das tecnologias limpas pelo cidadão comum.  Para ajudar a cumprir uma determinação, saída das urnas, de redução das emissões de gases de efeito estufa do município em 80% até 2050, a cidade avalia em novembro um plano para financiar a aquisição e instalação de painéis solares pelos proprietários de imóveis.
Em vez do velho discurso encorajando a compra dos painéis com a promessa de economia futura no gasto com energia, a cidade decidiu agir.  Está propondo um plano em que o município arca com a compra e a instalação dos painéis – os recursos viriam da colocação de bônus – e cobra o valor dos proprietários ao longo de 20 anos a juros mais baixos do que os de mercado.  Assim, o proprietário pagaria pelo investimento ao mesmo tempo que receberia os benefícios econômicos de usar a energia solar.  E ainda valorizaria sua propriedade.
Se o plano der certo, a esperança é de que se inicie um ciclo virtuoso, aquecendo a demanda por painéis, o que deve aumentar pesquisa, investimentos e seus retornos e, finalmente, tornar a energia solar mainstream.
Por Flavia Pardini
Nem só das forças do mercado vivem as energias limpas.  Em Berkeley, na Califórnia, o poder municipal está ativamente buscando formas de incentivar o uso das tecnologias limpas pelo cidadão comum.  Para ajudar a cumprir uma determinação, saída das urnas, de redução das emissões de gases de efeito estufa do município em 80% até 2050, a cidade avalia em novembro um plano para financiar a aquisição e instalação de painéis solares pelos proprietários de imóveis.
Em vez do velho discurso encorajando a compra dos painéis com a promessa de economia futura no gasto com energia, a cidade decidiu agir.  Está propondo um plano em que o município arca com a compra e a instalação dos painéis – os recursos viriam da colocação de bônus – e cobra o valor dos proprietários ao longo de 20 anos a juros mais baixos do que os de mercado.  Assim, o proprietário pagaria pelo investimento ao mesmo tempo que receberia os benefícios econômicos de usar a energia solar.  E ainda valorizaria sua propriedade.
Se o plano der certo, a esperança é de que se inicie um ciclo virtuoso, aquecendo a demanda por painéis, o que deve aumentar pesquisa, investimentos e seus retornos e, finalmente, tornar a energia solar mainstream.

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