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Informação para o novo século

Edição 07

01.04.2007

Agora é a vez do HCFC

0 por P22 # em 07, Revista

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Por Flavia Pardini

Apesar do sucesso do Protocolo de Montreal, os esforços para conter o buraco na camada de ozônio e o aquecimento global podem ser postos a perder — graças ao aumento da renda e um boom na demanda por ar condicionado em países em desenvolvimento.  Ali, os aparelhos usam substâncias refrigerantes banidas na Europa e que o serão em breve nos EUA.

A principal é o HCFC-22 (hidroclorofl uorcarbono), cujo uso em países desenvolvidos deve ser descontinuado, segundo o protocolo, até 2020.  Mas as nações em desenvolvimento podem usar até 2040.  Embora menos danoso à camada de ozônio do que os CFCs, o HCFC-22 é um potente gás de efeito estufa.  É preferido a outras substâncias que evitam dano à camada de ozônio por ser mais barato e fácil de usar.

Espaço para que o uso do HCFC-22 cresça não falta.  Na Índia, por exemplo, estima-se que somente 2% das residências disponham de ar condicionado, e um imposto sobre esses aparelhos foi recentemente reduzido à metade.

A China é a maior fabricante de aparelhos de ar condicionado do mundo e tem pouco incentivo para substituir o HCFC-22.  Pelo Protocolo de Kyoto, os países em desenvolvimento podem receber créditos de carbono ao reduzir as emissões decorrentes da produção de aparelhos que utilizam o HCFC-22. Mas não por substituírem essa substância por outras menos danosas.

No Brasil, o HCFC-22 também é utilizado.  O País, junto com a Argentina, apresentou proposta para antecipar sua erradição nas nações em desenvolvimento para 2030.  O tema será debatido na 19ª Conferência das Partes do Protocolo de Montreal, prevista para setembro.

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